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Deus Existe! Eu Encontrei-O!
![[andre+frossard.jpg]](http://1.bp.blogspot.com/_3racjElht8c/SV41C2W9ELI/AAAAAAAABdM/2GSP4VjZ2QY/s1600/andre%2Bfrossard.jpg)
André Frossard? Ele próprio conta a sua história num livro intitulado “Deus Existe. Eu Encontrei-o.” Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir. Não há por que nos admiremos.
André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Observa com fina ironia: «Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto “religião”. Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»
No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável do encontro com Deus:
«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!
Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. – Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»
Ele prossegue assim o relato da sua experiência:
«Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1937), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)
Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz. Não na primeira nem na terceira: na segunda. E, então, de repente, desencadeia-se uma série de prodígios que com inexorável violência desmontará num instante o ser absurdo que eu sou, para dar vida ao rapaz estupefacto que nunca fui.
Primeiro surgem-me estas palavras “vida espiritual.”
Não ditas nem formadas por mim próprio. Ouvidas como se fossem pronunciadas ao meu lado em surdina por uma pessoa que está a ver o que eu ainda não vejo. (…)
Logo que a última sílaba deste prelúdio sussurrado atinge o fio da consciência, começa uma avalancha ao contrário. Não digo que o céu se abre; não se abre, atira-se, eleva-se de repente, silenciosa fulguração(…) Um cristal indestrutível, de uma transparência infinita, de uma luminosidade quase insustentável (um pouco mais ter-me-ia aniquilado) e azulada, um mundo, outro mundo de um esplendor e de uma densidade que atiram de chofre o nosso para as sombras frágeis dos sonhos irrealizados. (…)
Estas sensações, que tenho dificuldade de traduzir na linguagem inadequada das ideias e das imagens, são simultâneas (…)
Tudo é dominado pela presença (…) daquele cujo nome nunca poderei escrever sem o receio de ferir a sua ternura, aquele diante do qual tive a sorte de ser um filho perdoado, que se esforça para aprender que tudo é dom.
Então, uma oração comovida sela o relato da conversão de Frossard:
«Amor [Deus], para falar de ti será demasiado curta toda a eternidade»
Depois de escrever este relato André Frossard apercebe-se da enormidade das suas palavras e apressa-se a precisar:
«Não nego o que uma conversão como esta, pela sua característica de instantaneidade imprevista, pode ter de chocante e até inadmissíevl, para os espíritos contemporâneos que preferem as vias do racionalismo aos raios místicos e que apreciam cada vez menos as intervenções do divino na vida quotidiana.»
Extraído do Blog: Conhecer e Seguir Jesus – de Paulo Costa
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Sabedoria de Deus – Loucura no Mundo
Uma das passagens da bíblia, que acho mais linda e cheia de ensinamento é a seguinte:
” O SENHOR apareceu a Salomão, num sonho noturno, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu te darei”. Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com fidelidade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste esta grande benevolência e lhe deste um filho para se sentar no seu trono, como é o caso hoje. Agora, SENHOR, meu Deus, fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. Teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, a teu servo, um coração obediente, capaz de governar teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” Este pedido de Salomão agradou ao SENHOR. Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido. Dou-te um coração sábio e inteligente, de modo que não houve igual antes de ti, nem haverá depois de ti. E dou-te também o que não pediste: as riquezas e a glória, de tal modo que não haverá teu igual entre os reis durante toda a tua vida. E se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos, a exemplo de Davi, teu pai, eu te darei uma longa vida”. I Reis 3, 5-15.Refletindo em cada palavra do trecho acima, confesso que fico impressionada com o comportamento de Salomão e constato o quão importante é ser manso e humilde de coração, para se experimentar a magnitutide de Deus.
Trazendo este acontecimento para os nossos dias, me pergunto: Se Deus, hoje, aparecesse para cada um de nós, seja em sonho ou pessoalmente, ou ainda de uma outra maneira, e nos fizesse a mesma pergunta: ” Pede o que desejas e eu te darei” , qual seria a nossa resposta? Como e onde estaria o nosso coração para que pudéssemos responder a Deus? Estão os nossos anseios baseados nas questões materiais ou espirituais? Infelizmente, ouso dizer, que a grande maioria das pessoas fariam pedidos relacionados a riquezas, glórias e vaidades terrenas. Estão tão ligadas ao materialismo exarcebado, que sequer desejariam por exemplo: paz, saúde, cura, libertação, entendimento, sabedoria, discernimento, perdão, salvação, vida eterna, etc…
Estamos tão imersos nos conceitos capitalistas, que sinalizar qualquer posição em relação a vida espiritual nessa altura do campeonato, soa como grande loucura para a sociedade. Uma grande perda de tempo. E é justamente para essas horas que penso tanto em Salomão e em seu coração tão cheio da sabedoria de Deus.
Vida Espiritual
” A Vida Espiritual é a vida perfeitamente equilibrada, em que o corpo com as suas paixões e instintos, o espírito iluminado passivamente pela Luz e o Amor de Deus, formam um homem completo, que está em Deus e com Deus, de Deus e para Deus – um homem em quem Deus é tudo em tudo – um homem em que Deus realiza, sem obstáculos, a Sua própria Vontade.”
Thomas Meron em “Novas Sementes de Contemplação”