Posts Tagged ‘Perdão’

O Caminho do Amor não é o mais Fácil

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É preciso disposição para mudar de vida

Nesta Quaresma, celebramos algo que acontece, se atualiza e se manifesta. É vivo. Jesus veio para nos salvar e não para nos condenar. Essa luz e verdade, que é proclamada. Mesmo que exista incredulidade e resistência, Cristo nunca deixa de proclamar a verdade. Mas, para isso, precisamos viver esse tempo de prova e preparação. A experiência cristã nos convoca a essa realidade. Se a Palavra de Deus não permanece em nós, fazendo morada, a dureza do nosso interior, as incoerências e insensibilidades não cessam nunca.

Muitos daqueles que perseguiam a Jesus, buscando um motivo para condená-Lo, ouviram a Palavra de Deus, mas não buscaram mudança de vida. Até mesmo a Palavra que eles diziam observar, não estava no profundo do interior deles, não fazia morada neles.

“Se minha Palavra não permanecer em vós não podereis ser meus discípulos” (cf. Jo 8,31).

Permanecer, para São João, é experimentar Cristo. É ser verdadeiro discípulo. Morada lembra casa, que lembra intimidade, familiaridade. Aquele que traz a Palavra em seu interior torna-se alguém que tem intimidade com Deus.

Nesta Quaresma precisamos refletir sobre isso. Como está nossa relação com o Senhor? A Palavra de Deus encontrou morada em nós?

Quando você for se confessar, pergunte-se isto: você quer simplesmente apresentar os pecados ao sacerdote ou quer mudança? Só apresentá-los não basta. É preciso querer a mudança, senão, nada acontece. E vai ser apenas mais uma Quaresma. Contudo, é preciso disposição para mudar de vida. Pensar em “como” essa mudança vai acontecer de forma prática. A conversão maior é deixarmos todo desamor para assumir Deus, que é amor.

Sem experiência de amor não consiguimos deixar o desamor. Só existe fidelidade para o coração que ama e se deixa amar por Deus.

Em Êxodo está escrito que trocaram o Deus verdadeiro. E quantos de nós ainda estão adorando seus pecados, suas feridas? Pois, enquanto não aderirmos ao Deus verdadeiro, continuaremos perdidos, adorando outras coisas, e não adorando ao verdadeiro Deus, o essencial.

É no coração que está o centro das decisões, onde acolhemos o testemunho do Senhor. Quem rejeita Jesus, rejeita o Pai. Quem testemunha é o Pai. Não basta ver as obras, ler as Sagradas Escrituras, é preciso que a Palavra habite em nós. A Palavra precisa habitar em você para que aconteça a experiência verdadeira com o Senhor.

Mesmo diante da desobediência, o Senhor não desiste de nós. Ele está à sua espera. O Reino de Deus só se constrói na paciência. Quem não sabe esperar, erra.

Em Êxodo, lembramos o episódio daquele povo que, cansado com a situação enfrentada, resolve partir para a idolatria. Não são poucos os que hoje, diante das situações da necessidade de esperar, abandonam a Deus e buscam as soluções humanas em vez de esperar as promessas do Altíssimo. Essas pessoas jogam as promessas do Senhor fora, porque não sabem esperar.

Avalie, na sua vida, situações nas quais você cometeu erros, porque não quis esperar. Você se desesperou e errou. Até quando vai ser assim? Até quando vamos ser imediatistas e não vamos esperar no Senhor?

Precisamos aprender a esperar. Aprendamos com a Sagrada Escritura, com o Senhor, a ter um coração paciente. “Eu não entendo, mas eu espero”. Precisamos saber esperar. Quando não se espera, a rebelião interior e exterior acontece por causa do desespero. E tomado por esse sentimento ninguém toma boas decisões. Na tempestade, não há outra coisa a fazer a não ser confiar que o Senhor está na “barca”. E se Ele ali está não há o que temer. Porque Ele tudo pode. Ele está conosco! É preciso a experiência de confiança. Só crescemos na confiança com aquilo que conhecemos. E conhecer é experiência. É saber que o Senhor é íntimo, é próximo.

Eu preciso decidir a vida, além das minhas feridas. Preciso decidir a vida no amor. É isso que Jesus fez todo o tempo. Decidiu além daquilo que fizeram a Ele. Mesmo chagado, Ele perdoou, porque decidiu no amor e não nas feridas. Pois a caminho do amor não é o mais fácil, mas é o que gera redenção e nos transforma.

Padre Eliano
Fraternidade Jesus Salvador

Extraído de www.cancaonova.com

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ESPIRITUALIDADE

«A espiritualidade está relacionada com aquelas qualidades do espírito humano, tais como amor e compaixão, paciência e tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia, que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros(…) Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca desenfreada de bens materiais, da compra, do negócio e do interesse. As cinzas de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então irradiaremos. Seremos como o Sol.»

Leonardo Boff

Extraído do Blog - Abrigo dos Sábios - de Paulo Costa

O Caminho da Reconciliação

Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!

Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.

Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro.

Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…). A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se com o Senhor, deixar-se fazer novamente amigo d’Ele! Experimentar a misericórdia de d’Ele, deixar que Ele exercite em mim a Sua misericórdia!

Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.

Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante.

Também podemos falar a Deus, quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados. São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para o Senhor. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.

A reconciliação com nossos irmãos é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai.

Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.

Se hoje você enfrenta esse grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d’Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!

Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso, dê um passo, faça um gesto concreto.

Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!

Texto de  Paulo Vítor – Extraído do Site da Canção Nova

 

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Deus Existe! Eu Encontrei-O!

  

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André Frossard? Ele próprio conta a sua história num livro intitulado “Deus Existe. Eu Encontrei-o.” Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir. Não há por que nos admiremos.

André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Observa com fina ironia: «Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto “religião”. Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»

No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável do encontro com Deus:

«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!
Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. – Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»

Ele prossegue assim o relato da sua experiência:

«Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1937), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)

Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz. Não na primeira nem na terceira: na segunda. E, então, de repente, desencadeia-se uma série de prodígios que com inexorável violência desmontará num instante o ser absurdo que eu sou, para dar vida ao rapaz estupefacto que nunca fui.
Primeiro surgem-me estas palavras “vida espiritual.”
Não ditas nem formadas por mim próprio. Ouvidas como se fossem pronunciadas ao meu lado em surdina por uma pessoa que está a ver o que eu ainda não vejo. (…)

Logo que a última sílaba deste prelúdio sussurrado atinge o fio da consciência, começa uma avalancha ao contrário. Não digo que o céu se abre; não se abre, atira-se, eleva-se de repente, silenciosa fulguração(…) Um cristal indestrutível, de uma transparência infinita, de uma luminosidade quase insustentável (um pouco mais ter-me-ia aniquilado) e azulada, um mundo, outro mundo de um esplendor e de uma densidade que atiram de chofre o nosso para as sombras frágeis dos sonhos irrealizados. (…)

 

Há uma ordem, no universo, e no cume, para lá deste véu de neblina resplandecente há a evidência de Deus (…) Um Deus cuja doçura sinto, uma doçura activa, desconcertante, que vai além de toda violência, capaz de quebrar a pedra mais dura e, mais duro ainda que a pedra, o coração humano.
A sua irrupção transbordante e total, é acompanhada por uma alegria que é a exultação de quem foi salvo, a alegria do náufrago que foi recolhido a tempo.(…)
Estas sensações, que tenho dificuldade de traduzir na linguagem inadequada das ideias e das imagens, são simultâneas (…)

Tudo é dominado pela presença (…) daquele cujo nome nunca poderei escrever sem o receio de ferir a sua ternura, aquele diante do qual tive a sorte de ser um filho perdoado, que se esforça para aprender que tudo é dom.

Então, uma oração comovida sela o relato da conversão de Frossard:
«Amor [Deus], para falar de ti será demasiado curta toda a eternidade»

Depois de escrever este relato André Frossard apercebe-se da enormidade das suas palavras e apressa-se a precisar:

«Não nego o que uma conversão como esta, pela sua característica de instantaneidade imprevista, pode ter de chocante e até inadmissíevl, para os espíritos contemporâneos que preferem as vias do racionalismo aos raios místicos e que apreciam cada vez menos as intervenções do divino na vida quotidiana.»

Extraído do Blog: Conhecer e Seguir Jesus – de Paulo Costa

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MENSAGEM DO DIA

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O mundo não pode nos tornar insensíveis

 

Não resta dúvida: o próprio Deus coloca em nosso caminho as pessoas que precisamos ajudar e perdoar. É necessário ter um coração misericordioso para isso. É imprescindível que este coração transborde em atitudes concretas.

É certo: em nossa vida existem situações concretas nas quais precisamos usar de misericórdia. Por essa razão precisamos conservar um coração sensível. A vida moderna não pode nos arrastar. Não pode endurecer o nosso coração. O mundo não pode nos tornar insensíveis.

Nada justifica termos um coração insensível. Precisamos de um coração misericordioso, que vibra, que sente e se compadece com o outro.

A vida nos transtornou de tal forma que achamos natural acumular sentimentos negativos em nosso interior, e até nos achamos no direito de ficar com raiva da pessoa que errou conosco.

Somos egoístas. Por isso nos frustramos. Somos ressentidos e magoados por isso ficamos tristes e, consequentemente, chegamos à depressão.

Comece agora. Queira amar. Decida ter paciência, ter mansidão, se compadecer como aquele samaritano. O próprio Deus quer nos dar esta graça.

Quando começamos a amar, tudo se transforma. Não espere toda a sua vida mudar para depois começar a amar. Ao contrário: comece amando e tudo vai se transformar em sua vida.

Retirado do Livro: “Combatentes no Perdão”

Monsenhor Jonas Abib
www.padrejonas.com
 
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Sabedoria de Deus – Loucura no Mundo

Uma das passagens da bíblia, que acho mais linda e cheia de ensinamento é a seguinte:

” O SENHOR apareceu a Salomão, num sonho noturno, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu te darei”.
 
Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com fidelidade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste esta grande benevolência e lhe deste um filho para se sentar no seu trono, como é o caso hoje. Agora, SENHOR, meu Deus, fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. Teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, a teu servo, um coração obediente, capaz de governar teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?”
 
Este pedido de Salomão agradou ao SENHOR.
 
Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido. Dou-te um coração sábio e inteligente, de modo que não houve igual antes de ti, nem haverá depois de ti. E dou-te também o que não pediste: as riquezas e a glória, de tal modo que não haverá teu igual entre os reis durante toda a tua vida. E se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos, a exemplo de Davi, teu pai, eu te darei uma longa vida”. I Reis 3, 5-15.
 

Refletindo em cada palavra do trecho acima, confesso que fico impressionada com o comportamento de Salomão e constato o quão importante é ser manso e humilde de coração, para se experimentar a magnitutide de Deus. 

Trazendo este acontecimento para os nossos dias, me pergunto: Se Deus, hoje, aparecesse para cada um de nós, seja em sonho ou pessoalmente, ou ainda de uma outra maneira, e nos fizesse a mesma pergunta: ” Pede o que desejas e eu te darei” , qual seria a nossa resposta? Como e onde estaria o nosso coração para que pudéssemos responder a Deus?  Estão os nossos anseios baseados nas questões materiais ou espirituais? Infelizmente, ouso dizer, que a grande maioria das pessoas fariam pedidos relacionados a riquezas, glórias e vaidades terrenas. Estão tão ligadas ao materialismo exarcebado, que sequer desejariam por exemplo: paz, saúde, cura, libertação, entendimento, sabedoria, discernimento, perdão, salvação, vida eterna, etc…

Estamos tão imersos nos conceitos capitalistas, que sinalizar qualquer posição em relação a vida espiritual nessa altura do campeonato, soa como grande loucura para a sociedade. Uma grande perda de tempo.  E é justamente para essas horas que penso tanto em Salomão e em seu coração tão cheio da sabedoria de Deus.

Entrevista com Deus

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“Sonhei que tive uma entrevista com Deus.
Então, você gostaria de me entrevistar? Deus perguntou.
Se o Sr. tiver tempo, eu disse.
Deus sorriu. Meu tempo é a eternidade…
Quais as questões que você tem em mente para mim?
O que O surpreende mais na humanidade?
Deus respondeu: Que eles se aborrecem com a infância, se apressam para crescer e
depois desejam ser crianças novamente.
Que eles perdem sua saúde para juntar dinheiro e depois perdem seu dinheiro para
recuperar sua saúde.
Que por pensarem ansiosamente no futuro, eles esquecem o presente,
de tal maneira que eles não vivem nem o presente, nem o futuro.
Que eles vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.
Deus colocou sua mão na minha e ficamos silenciosos por um tempo.
Então eu perguntei: Como um Pai, quais seriam algumas das lições que o Sr. gostaria que seus
filhos aprendessem?
Que aprendessem que eles não podem obrigar ninguém a amá-los. Tudo o que eles podem
fazer é se deixarem amar.
Que eles aprendessem que não é bom se comparar aos outros. Pois cada um é único e
especial.
Que eles aprendessem a perdoar, praticando o perdão.
Que eles aprendessem que são necessários apenas poucos segundos para abrir feridas
profundas naqueles que eles amam, mas podem ser necessários muitos anos para cicatriza-
las.
Que eles aprendessem que uma pessoa rica não é aquela que tem mais, mas é aquela que
necessita menos.
Que eles aprendessem que há pessoas que os amam profundamente, mas simplesmente ainda
não sabem como expressar ou mostrar seus sentimentos.
Que eles aprendessem que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la
diferentemente.
Que eles aprendessem que não é suficiente que se perdoem uns aos outros, mas que eles
também devem perdoar a si mesmos.
Obrigado pelo seu tempo, eu falei humildemente e perguntei: há ainda alguma coisa que o Sr.
gostaria que suas crianças soubessem?
Deus sorriu e disse: Somente que saibam que eu estou aqui SEMPRE.”

 

Ouvi essa mensagem ontem no fim da tarde e fiquei pensando o quanto uma mensagem tão curta, de uma conversa de apenas poucos minutos, pode ser tão profunda.

Muitas vezes gastamos tanto tempo na busca de respostas, complicando tanto as situações e deixamos de perceber que na grande maioria das vezes as respostas são bem mais simples e legíveis do que poderíamos imaginar. Nos detemos em questões vãs por simplesmente não querer olhar pra dentro de nós mesmos. Fugindo da realidade, criamos situações de absurdo e caos e tudo passa a ter o sentido deslocado, invertido, incompreendido.

Voltei ao quarto das memórias, procurando entre um retrato e outro, entre uma prateleira aqui e uma gaveta acolá, etapas nas quais poderia ter me saído melhor e cheguei a conclusão de que por muitas vezes deixei momentos importantes passarem despercebidos por estar deliberadamente envolvida em situações menos significativas.

Olho pra trás e vejo que sim, fiz e talvez ainda faça, muitas das coisas que deveria evitar fazer ou não ter feito. Quantas vezes desejei deixar de ser criança, na ânsia por ser adulta, e hoje querer toda a inocência e descompromissos da infância de volta; Quantas vezes me ocupei com o futuro criando expectativas demasiadas e não vivi o presente; Quantas vezes relevei minha saúde em função de trabalho; Quantas vezes me comparei com os outros e tentei mudar quem eu sou para me parecer mais com eles do que comigo mesma! Quantas vezes quis perdoar alguém, mas não me perdoei….e acabei nem perdoando e nem sendo perdoada. Deixei de dar o beijo de adeus em alguém muito especial, por simplesmente não poder parar o que estava fazendo e saber que jamais terei a oportunidade de fazê-lo. Não me despedi de quem mais amava na hora em que ele se foi e não pude lhe dizer o quanto ele era importante pra mim: meu chão, meu céu, meu ar…

Sei que o tempo não volta atrás e o meu único consolo é saber que independentemente do quanto ele dure, posso escolher mudar o meu jeito de ver a vida e de vivê-la a partir de hoje, do presente. E por mais que eu saiba que mudanças são fáceis somente na teoria, tentarei fazer o meu melhor e me orgulho de saber que não estarei sozinha, já que Deus estará comigo aonde eu estiver. É hora de parar de correr atrás das borboletas e começar a cuidar do jardim…

É Tempo de Esperança

“Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43, 18).

O ano que se inicia é algo maravilhoso, obra do Senhor que se manifesta aos nossos olhos. Com ele, Deus nos dá a oportunidade de passar nossa vida a limpo e purificar a memória do ano que se foi, mergulhando-a na misericórdia de Deus. Deus quer curar o nosso coração de todos os desencontros, erros e pecados, com a graça de seu perdão. Ao mesmo tempo, temos a chance de deixar de lado tudo o que nos atrapalha, de nos esvaziarmos dos rancores e ressentimentos, perdoando as pessoas que nos feriram.

Quando a Sagrada Escritura nos diz para não lembrarmos os “acontecimentos de outrora”, não se trata realmente de esquecer, mas de não vivermos como escravos dos acontecimentos que, agora, não existem mais. Devemos ficar com o que foi bom e tirar proveito até mesmo dos erros cometidos para o nosso crescimento e amadurecimento. Trata-se, na verdade, de uma nova chance de recomeçar e de nascer de novo pela graça de Deus.

Sim! É possível uma vida inteira nova, cheia de paz, coragem e alegria. É possível um novo começo neste exato momento, porque Deus está conosco, porque Jesus está vivo e nos dá a sua força para recomeçar. A diferença está justamente aqui: se antes vivíamos contando apenas com as nossas energias, podemos recomeçar agora pelo “poder de Deus”, “pela força do alto”, que é o Espírito Santo. É dessa certeza que brota a nossa esperança.

A esperança renova o coração. Ela é um dom de Deus que nos faz nascer de novo. Quem provou sua força e doçura sente-se renascer por dentro e por fora. Por isso, a Palavra de Deus garante que quem espera no Senhor renova as suas forças.

Ao esperar em Deus, o Espírito Santo nos faz alcançar o que de nenhuma outra forma conseguiríamos. Quando um homem espera em Deus nada mais é impossível para ele. Quando um jovem está cheio de esperança, consegue fazer coisas inacreditáveis. Quando marido e mulher têm esperanças nada pode destruir sua família, nem mesmo a morte. As pessoas permanecem numa família ou a ela retornam quando encontram dentro dela a esperança de poder recomeçar.

O melhor de tudo isso é que a nossa esperança tem nome: Jesus.

Sim! É possível uma vida inteira nova…

Não há mal tão grande, nem problema tão difícil, que Deus não possa despedaçar. Ele pode, pelo poder do seu Espírito Santo, libertar-nos de todos os males e de qualquer estado de prisão espiritual e de morte. Ele pode e quer nos dar uma vida inteirinha nova nesse novo tempo.

É ano novo! É tempo de esperança!

É o Senhor, portanto, quem nos diz: “Levanta, meu filho! Chegou o momento. Vou te restabelecer. Vou renovar o teu ânimo e tua vida. Coragem! O que era velho ficou para trás. Vou realizar algo novo em ti e já comecei. Não o vês?”.

Desejo de todo o meu coração que este novo ano seja para você e toda a sua família um tempo de muita graça de Deus: tempo de esperança e tempo de renovação.

Feliz Ano Novo!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Mensagem do Dia

Segunda-Feira, 19 de outubro 2009

A graça de dar o perdão

Todos nós pecamos e precisamos do perdão de Deus. Ele quer tocar o nosso coração para nos abrirmos à graça do perdão. Porque, se não perdoarmos, não seremos perdoados.

‘Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. Não vos arvoreis em juizes, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; absolvei, e sereis absolvidos, dai e vos será dado. É uma boa medida, socada, sacudida, transbordante, que derramarão nas dobras da vossa veste, pois a medida de que vos servis, servirá também de medida para vós’ (Lc 6, 36-38).

Se perdoamos, seremos perdoados; se condenamos, seremos condenados; se julgamos, seremos julgados.

Quando não perdoamos, fechamos o coração, e acabamos nos fechando a tudo: nos fechamos ao amor e ao perdão.

Tanto quanto Deus é amor, é também perdão. Deus quer sempre perdoar. Se não conseguimos enxergar isto, é porque estamos com o coração fechado.

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Voltar atrás

Que o tempo é dinâmico e não pára, todo mundo sabe. E assim como ele, também a nossa vida.

Em muitas situações da vida, senão em todas, acredito que muitos de nós desejamos ter tido o total controle sobre o tempo, e especialmente sobre suas marcas em nós. Por muitas vezes quisemos encurtá-lo ou esticá-lo conforme nossa necessidade e conveniência. Como as páginas de um livro que são saltadas, quando de uma leitura entediante, assim também nós já tivemos a vontade de pular horas, dias, meses e até mesmo anos, quando o momento e a situação não nos era favorável. Da mesma forma, em outras situações, desejamos que o relógio da vida parasse, nem que fosse por apenas algumas horas para que pudéssemos aproveitar um pouco mais, um acontecimento prazeroso.

O certo é que não temos controle sobre o tempo. Não podemos voltar ao passado para simplesmente apagar uma cena de nossa vida ou mesmo encená-la novamente com outros atores e personagens, como o rebubinar de uma fita de vídeo. Apesar disto, temos a cada novo dia, a chance de reescrever, no presente, nossa reação diante das cenas passadas, de forma que suas marcas negativas em nós, se transformem em frutos positivos em nosso coração,  em nossa mente e em nossa alma.

Acredito que de forma geral,  nós seres humanos não lidamos muito bem com o conceito de voltar atrás. A sociedade de uma certa forma, nos educou de maneira que o reconhecer um erro, o pedir ou conceder o perdão à alguém, o voltar atrás em algum equívoco ou caminho percorrido fosse um demérito, uma declaração de derrota, um atestado de fraqueza.

Muitas vezes experimentamos sensações dolorosas e convivemos com sentimentos destrutivos e negativos, por simplesmente nos recusarmos a voltar atrás. Preferimos permanecer imersos na piscina da dor e do desespero, ao invés de tomar uma atitude que represente o quebrar dos grilhões que nos acorrentam e nos impossibilitam de seguir o caminho da paz, do bem-estar e da felicidade. Nosso orgulho, vaidade e dureza de coração acabam falando mais alto e com isso permanecemos estáticos em situações nas quais não gostaríamos de nos encontrar.

Sabemos que nossas atitudes são determinantes para qualquer caminho que venhamos a seguir. Além disso, somos atingidos direta ou indiretamente com as consequências das atitudes de outras pessoas que fazem parte da nossa vida. Nossa vida é permeada a cada segundo por escolhas e oportunidades. Podemos escolher o bem ou mal, sermos felizes ou tristes, permanecer no erro ou buscar a solução. Tudo vai depender sempre do querer e do agir que há em cada um de nós.

Sei que assumir essa postura no dia-a-dia nem sempre é fácil e simples, mas tenho a plena convicção de que é possível e traz benefícios incomensuráveis para a saúde física, mental, emocional e espiritual.

De toda forma, precisamos aprender a olhar para o “voltar atrás” como uma possibilidade do bem, como uma saída com poder restaurador, capaz de nos resgatar de um caminho sombrio, como uma porta que se abre diante de um horizonte ensolarado.

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