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ARREPENDEI-VOS E CONVERTEI-VOS AGORA, QUE AINDA HÁ TEMPO
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Meu Senhor?
- A Paz esteja contigo, menina. A Minha Ecclesia reviverá; mas, antes deste Renovamento, Ela sofrerá ainda mais; está ainda no início das Suas Tribulações. Presta atenção, olha para o Meu Cálice de Justiça.
Vi um magnífico cálice de ouro, ornado de pedras preciosas. Estava cheio, até ao bordo. Com um ligeiro movimento, teria certamente transbordado.
- Vê como está cheio! Está prestes a transbordar. Estai atentos! Porque, logo que a Minha Justiça transbordar, cairá sobre vós, Criação, e realizará o anátema profetizado há muito tempo. Sereis lançados nas trevas. Eu virei a vós como um ladrão inesperado. Dei-vos Avisos, dei-vos Sinais, para que estejais alerta; mas vós recusai-los. Não estais dispostos a reconhecer o Fim dos Tempos e, qualquer que seja o modo pelo qual Eu tente prevenir-vos, a vossa descrença em Mim é total. O Meu Aviso será como uma Expiação para converter-vos e será feito num esforço de grande Piedade. Ai de ti, Criação! Ai de vós, descrentes que intensificareis a vossa descrença e vos revoltareis ainda mais contra Mim. O vosso espírito completamente embrulhado na escuridão será empurrado como em grande corrente, pela própria Escuridão 1 .
Criação! Como Me compadeço de ti! Como sofro, ao ver-vos perdidos para sempre! Meus filhos, nos quais Eu mesmo insuflei o Meu Sopro para vos dar Vida, consagrando-vos, ainda antes de nascerdes, regressai a Mim! O Meu Coração dilacerar-se-á, ao ver quantos serão arrastados por uma tal corrente, numa absoluta escuridão e numa eterna condenação!
Criação! Ainda que os vossos pecados sejam de vermelho escarlate, ainda assim Eu estou ansioso por vos perdoar. Vinde, vinde a Mim, regressai a Mim, vosso Pai. Eu acolher-vos-ei e tratar-vos-ei mil vezes mais afetuosamente que o pai do Filho Pródigo. Regressai a Mim, antes que o Meu Cálice transborde. Regressai a Mim, antes que Eu mesmo desça sobre vós o Sopro da Minha Justiça, provocando-vos inúmeras queimaduras, queimando-vos a vós, como também a tudo quanto tem vida ao redor de vós. Querereis respirar, mas inalareis um vento sufocante que vos queimará interiormente e vos reduzirá a uma verdadeira tocha viva! Criação, tentai compreender quanto esta Hora é iminente, porque hoje, vós vedes ainda as árvores em flor; mas, amanhã, não ficará sequer uma delas. Sereis cobertos pelo fumo de Satanás, um véu mortal. Oh! Compreendei, pois, que estes desastres e calamidades são atraídos sobre vós pelas vossas ações malvadas, pela vossa apostasia e rebelião contra Mim! Arrependei-vos agora, que ainda há tempo, convertei-vos, agora! Eu estou pronto a perdoar-vos. Vassula, permite-Me que Me sirva de ti. – Sim, Senhor. Faça-se tudo, segundo a Vossa Vontade. – Dá-Me alegria, obedece-Me, a Mim, teu Senhor. Nunca te abandonarei. O Meu Sagrado Coração dá-te a Minha paz.
1 Deus disse isto com tanta dor e sofrimento
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Você já experimentou o Amor de Deus?
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Quem não tem experiência de amor, de amar ou ser amado por alguém? Qual é a pessoa que mais te ama ou amou na vida? Você pode me responder: minha mãe, ninguém me amou mais que minha mãe; outro pode dizer, foi o meu pai, o seu amor firme mais concreto me ajudou a formar o meu caráter. Outros ainda podem dizer, foi minha avó com a sua ternura e misericórdia, meu marido, minha esposa, ah são meus filhos…
Leia e escute o tema anterior: Tempo de clamar o Espírito Santo sobre nós!
Deus te ama com amor forte de pai: “Mesmo que as serras mudem de lugar, ou que as montanhas balancem meu amor para contigo nunca vai mudar, minha aliança perfeita nunca há de vacilar — diz o SENHOR, o teu apaixonado”. (Cf. Isaias 54,10)
Deus te ama com amor terno e incondicional de mãe: Sião vinha dizendo: “O SENHOR me abandonou, o SENHOR esqueceu-se de mim!” Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei! (Cf. Isaias 49,15-16).
Deus ama você com amor forte e firme de pai e amor terno e misericordioso de mãe e o melhor esse amor nunca acaba, é incondicional, ou seja, independe de você ama-lo ou não, ser bom ou ruim, ser preto ou branco, rico ou pobre, mulher ou homem. Deus te ama porque você é seu filho: De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!” (cf. Rm 8,16-17).
Deus sempre tomou iniciativa em nossas vidas, quem ama se antecipa, percebi, observa, vai ao encontro, nos carrega com ele: “Nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4,19).
Mesmo vivendo no pecado, contra Deus, negando-o, virando as costas pra Ele, o seu amor é imutável, mesmo no pecado Deus te ama! “Onde, porém, se multiplicou o pecado, a graça transbordou” (Romanos 5,20). Essa graça é o amor de Deus por você, a única coisa que Deus não pode fazer é DEIXAR DE TE AMAR!
Tem gente que tem dificuldade para dar e receber amor, pelas situações que viveram na vida, traumas, desamor dos pais, indiferença, traições, desconfia de tudo e de todos e isso tudo pode nos impedir de experimentar o amor de Deus, por isso, deixe-se amar por Ele. Deixe que o Seu amor cure as tuas feridas, saiba que existe Alguém que cuida de você e te ama com amor eterno: lá de longe o SENHOR lhe apareceu: “Eu te amo com amor de eternidade; por isso, guardo por ti tanta ternura! Vou reconstruir-te, serás restaurada, virgem Israel. De novo pegarás o pandeiro e sairás dançando alegremente” (Jeremias 31, 3-4).
“Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti” (Isaias 43,4).
O Amor de Deus é o nosso primeiro passo num caminho que começamos a trilhar agora, num Seminário de Vida no Espírito Santo, com um tema apresentado aqui no Seminário de vida on line.
São João ensina que “Deus é Amor” apresentando-nos Deus em Sua essência.
E tudo o que criou, o fez com este Amor que é Ele mesmo, viu que era muito bom: Gn 1 e 2.
Isto nos ajuda a compreender que Deus ama em tudo o que fez e faz; que é Amor concreto, especialmente manifestado em Seu Filho, Jesus Cristo, que se entregou à morte por todos nós, quando nem ainda o conhecíamos.
Sobre este Amor, e para que se torne uma experiência também concreta em nós, precisamos saber que é incondicional, pessoal, irreversível, onipresente, insubstituível e universal, entre tantas outras riquíssimas realidades.
É incondicional, porque absolutamente não existem condições impostas à sua presença. A verdade é que não precisamos ser bons, perfeitos, puros, boas pessoas, santos ou qualquer outra coisa boa, justa, correta para que o recebamos. É, portanto, incondicional!
É pessoal, porque para Deus não existem 6.000.000.000 de pessoas no planeta. Cada um é como o inteiro universo, por quem Ele entregaria Seu Filho à morte e para quem Ele criaria todo o mundo, se preciso fosse, de novo!
É irreversível, porque nunca volta atrás, não desiste mesmo que esqueçamos Sua presença. É sinal de que está sempre em nós, dentro e fora de nós, esperando por nós, a nosso dispor para que nos deixemos amar.
É onipresente, porque em tudo está! É que o Amor é o próprio Deus que em todas as circunstâncias está presente e assim nos ama e envolve de Amor toda a nossa vida. É um pacto de Amor!
É insubstituível, pois nada pode tomar Seu lugar! Porque é o Amor que criou o céu, a terra e tudo o que existe na terra e no universo. Não pode ser substituído por nada, pelo fato de que nada a ele se iguala!
É universal, porque existe para todos, sem exceção! Para Seus filhos, para os que estão perto e longe, dentro e fora de Sua Igreja, portanto, para os de todas as raças e credos, cores e culturas!
É claro que saber de tudo isso nada vale se não fizermos esta experiência de Amor!
Rezemos assim: Meu Deus, hoje abro meu coração e toda a minha vida para que Tu me ames. Através de minha livre vontade e por causa da necessidade de Amor, eu aceito que Tu me ames e manifestes em mim o Teu Amor. Vem, meu Deus! Podes me amar! Mesmo que minha historia tenha sido de desamor e muito sofrida, mesmo que eu não tenha experimentado amor de pai aqui da terra, mesmo que hoje por causa de decepções e traições eu não acredite mais no amor. Eu quero e abro o meu coração ao teu amor de Pai e quero te amar com amor de filho. Obrigado, meu Deus, Assim seja.
“Não sabeis que sois templos de Deus que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3,16).
Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova
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Obedecer primeiro a Deus

É importante que a nossa participação na liturgia da Igreja não fique restrita apenas a um único dia. Quando o cristão vai participando da liturgia, a cada dia ele vai entendendo o desenrolar dos acontecimentos bíblicos.
A primeira característica de um apóstolo é ser um homem obediente. Os apóstolos obedeceram à ordem que o anjo lhes deu de pregar no Templo assim que saíssem da prisão.
A leitura de hoje é o que ocorre após este fato. Os apóstolos são novamente presos e conduzidos ao Sinédrio. Esta passagem mostra o Sumo Sacerdote como alguém que faz parte do partido dos saduceus. E isso é importante, pois os saduceus eram aqueles que não acreditavam na ressurreição dos mortos. Pedro, então, diante das ameaças daqueles homens, vai dar uma resposta que “bate de frente” com aquilo que os saduceus ensinavam:
“Naqueles dias, eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz” (At 5,27-30).
A grande surpresa é a resposta de Pedro, daquele que outrora negou Jesus por três vezes. Ele toma a frente diante das acusações dos saduceus e diz: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens”. E ele vai dar testemunho da ressurreição, porque Pedro sabia que isto era algo que incomodava àqueles homens.
Para um testemunho de defesa ser tido como válido era preciso duas testemunhas. E Pedro vai afirmar: “E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. (At 5,32)
Olha aí o testemunho válido de duas testemunhas! O próprio Espírito Santo vai apoiar, confirmar o testemunho dos apóstolos.
O caminho para a ação do Espírito Santo é a obediência. A crise do mundo não é uma “crise de obediência”, mas sim uma crise em saber escolher o que é a prioridade. Nós obedecemos os horários de trabalho, o pagamento daquilo que é devido e assim por diante, mas o problema é a nossa falta de capacidade em saber escolher aquilo que é prioritário em nossa vida.
O grande problema não é que não obedecemos, mas sim em querermos obedecer àquilo que nos convém. Existe atualmente um povo, um segmento, um grupo que quer nos proibir de obedecer a Deus por primeiro. Eles dizem: “Que besteira esta coisa de obedecer a Deus! Você tem que ser feliz fazendo a sua vontade”.

O mesmo se dá conosco muitas vezes, pois aceitamos os mandamentos de Deus “em parte”. Aceitamos Jesus pela metade. Dizemos: “Eu sou cristão, mas não aceito certas coisas que Jesus disse”. Isso é o mesmo que “serrar” o Filho pela metade!
A ira de Deus permanece sobre aquele que rejeita Seu Filho. Aceitar o Filho não é somente dizer “eu acredito em Jesus”, mas é receber o “pacote completo” e não ficar com somente aquilo que Jesus ensinou e que lhe convém! Não existe uma terceira coluna. “Eu acho que sou cristão” ou “Eu acho que não sou”. Isso só traz falta de paz e insegurança. Como você acha que o Pai se sente ao ver-nos rejeitando o Seu Filho?
Aceitar Jesus pela metade é o mesmo que rejeitá-Lo. Quantos de nós sofremos na vida, porque vamos aceitando tudo pela metade. Quantos estragam o próprio casamento, porque o aceitam somente pela metade. Não assumiram o matrimônio por completo com todas as suas alegrias e exigências.
Há muitas pessoas por aí que “faz-se de infeliz”, mas continua buscando a felicidade. A liturgia de hoje mostra o que a obediência é capaz de fazer na vida de um infeliz. É o Salmo de hoje: “Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido”. Você não quer ser ouvido por Deus? O grito, aqui, não é um sinal de histerismo, mas sim um pedido de socorro. Na “hora do aperto”, nós abrimos a boca e berramos mesmo. Este é o grito das nossas necessidades.
Olha que maravilha: este infeliz deixou de ser infeliz. E sabe por quê? Porque ele falou com Deus. Mas e quanto a nós? O que fazemos quando passamos por problemas? Muitos vão ao bar ou fofocar com a vizinha sobre as suas angústias, mas o infeliz que está neste Salmo decidiu-se por falar com Deus. Eu prefiro ser um infeliz que é ouvido por Deus do que um “feliz” que está aí de braços cruzados, sem ter quem o escute, pois está gritando para o lado errado. É feliz quem tem o seu refúgio em Deus! E o Senhor, aqui neste Salmo, liberta este infeliz de todas suas angústias. Quantos de nós temos e conhecemos pessoas com o coração atribulado. E o Salmo aqui diz que o Senhor está perto daquele que tem o coração atribulado.

‘Você tem de ser feliz fazendo a vontade de Deus’
Atenção desanimados! Aquele que rejeita o Filho não tem a vida eterna e a ira de Deus permanece sobre ele. E quando a ira de Deus permanece sobre alguém é impossível que esta pessoa seja feliz. A Palavra de Deus é um convite a nos animarmos em Deus. Buscamos a felicidade em tantas coisas e esquecemos que hoje Deus nos dá esta receita para a felicidade.
Corte de seu vocabulário a palavra “desânimo”. Tire de vez do seu linguajar os palavrões, as maldições, as palavras fúteis. Grite para Deus pois Ele ouve aos infelizes.
Precisamos hoje fazer esta experiência de colocar Deus em primeiro lugar, porque sempre teremos sofrimentos na vida, mas quando Ele permanece conosco, ao nosso lado, tudo se torna mais fácil e mais simples.
Jesus tem o poder de ressuscitar. E hoje Ele quer ressuscitar também aqueles que estão vivos, mas que vivem como mortos por causa do desânimo.
Transcrição e adaptação: Alexandre de Oliveira
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A vinda de Jesus está próxima
Alguns pensam que todas as profecias se realizaram na primeira vinda de Jesus, mas a verdade é que muito do que foi dito no Antigo testamento ainda não se realizou. Em sua primeira vinda, o Senhor não chegou com poder. Estendo os braços soberanamente. Isso era feito por reis e generais da época que voltavam vitoriosos de uma batalha e traziam reféns e tesouros do povo vencido, frutos da conquista. Ao contrário, Jesus, em sua primeira vinda, chegou humilde, simples, pobre, nascido em uma manjedoura; porém agora virá como Rei, como Soberano.
Jesus ainda não retornou para aniquilar seus inimigos, como Rei, como Senhor, porque está esperando nossa conversão, mas certamente logo entrará em ação e vencerá. Seus inimigos pensam que poderão destruí-lo ao anunciar um outro Cristo, mas tenhamos a certeza de que o vencedor é Jesus – que nasceu, viveu e morreu por nós; em obediência a seu Pai, deu todo seu sangue para nossa salvação. A cruz de Cristo não é fracasso, e sim vitória, salvação.
Somos a geração bem aventurada que realizará o “acabamento” à obra de Deus. Se é um privilégio construir os alicerces de uma casa, quem dirá dar o acabamento. Para isso é que fomos escolhidos, portanto, não devemos temer, e sim nos sentir honrados.
O Senhor quer que nós e as pessoas que amamos rompam com o pecado. Esta é a maneira de nos prepararmos para a vinda de Jesus, que já está próxima.
Do livro – Caminho para a santidade de Mons. Jonas Abib
O Caminho da Reconciliação

Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!
Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.
Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro.
Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…). A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se com o Senhor, deixar-se fazer novamente amigo d’Ele! Experimentar a misericórdia de d’Ele, deixar que Ele exercite em mim a Sua misericórdia!
Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.
Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante.
Também podemos falar a Deus, quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados. São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para o Senhor. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.
A reconciliação com nossos irmãos é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai.
Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.
Se hoje você enfrenta esse grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d’Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!
Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso, dê um passo, faça um gesto concreto.
Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!
Texto de Paulo Vítor – Extraído do Site da Canção Nova
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Para Refletir

A GRANDE TRIBULAÇÃO
O Senhor declara: “Pois o Filho do Homem virá com seus anjos na glória do seu Pai; e, então, retribuirá a cada um segundo a sua conduta” (Mt 16,27).

Jesus teve uma vida pública e nela anunciou que deveria sofrer muito por parte dos anciãos, dos sumos-sacerdotes e dos escribas, ser morto e no terceiro dia ressuscitar. Assim como a vida pública de Cristo desembocou no julgamento, condenação, paixão, morte e ressurreição, a vida da Igreja vai desembocar na mesma situação dolorosa. Jesus não permaneceu na morte: conforme prometeu, ao terceiro dia, ressuscitou glorioso. O mesmo acontecerá com a Igreja: ela está seguindo os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Igreja não é algo aéreo e também não se resume ao Papa e aos bispos. Não, a Igreja somos todos nós. O Santo Padre e os bispos são a nossa hierarquia, aqueles que nos governam, mas o corpo da Igreja somos nós. Esta é a Igreja que passará por esse caminho de cruz. Eu sei que isso o atemoriza e o enche de ansiedade, mas é preciso anunciar agora, para que nos momentos difíceis você não perca a fé, a fortaleza e não volte atrás.
Eu sei que você fica receoso e até se pergunta: “Será que isso é doutrina da Igreja?” Está no Catecismo da Igreja Católica (CIC) este presente de João Paulo II para nós, Igreja:
“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia da verdade” (CIC, 675).
O próprio Catecismo da Igreja Católica nos alerta para essa realidade dolorosa:
“A Igreja só entrará na glória do Reino através desta Páscoa derradeira em que seguirá seu Senhor na sua Morte e Ressurreição” (CIC, 677).
Acontecerá uma impostura religiosa. O anticristo aparecerá como alguém bom que fará a proposta de ser o governador do mundo inteiro. E apresentará às pessoas a possibilidade de solucionar os grandes problemas que angustiam a humanidade: fome, habitação, desemprego, saúde, desigualdade, entre os povos…
Momentaneamente, o sistema que ele vai querer impor trará solução para os problemas e muitas pessoas vão aplaudi-lo. Terá a arrogância de se mostrar como Deus e se assentar no trono, no meio do Templo, no coração da Igreja, para ser adorado como tal.
A Igreja e o Cristianismo serão acusados de intolerância, de discriminação. Será dito que o Cristianismo, com a noção de pecado, trouxe às pessoas o sentimento de culpa, especialmente em relação ao sexo. Vai-se acusar a Igreja de, em sua história, ter causado a diferença entre os povos e, por consequência, todo tipo de intolerância, ódio, guerras, miséria. O Cristianismo e a Igreja serão o “bode expiatório”.
É terrível, mas muita gente vai se deixar levar por essa argumentação e achar que realmente o Cristianismo é intolerante, discriminatório e que a noção de pecado foi o que atrapalhou tudo e todos. Deus está nos dando a graça de dizer, antecipadamente, que tudo isso será mentira, a fim de que ninguém caia nessa impostura, da qual nos fala o Catecismo da Igreja Católica:
“[…] A impostura religiosa suprema é a do anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo, em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne” (CIC, 675).
Não sabemos quando, mas temos certeza de que isso vai acontecer e os sinais dos tempos mostram que está próximo! Também não se conhece a maneira como serão transformados este mundo e os nossos corpos, mas serão renovados. Deus prepara para você uma nova morada. Aguente firme!
Trecho do livro Céus Novos e uma Terra Nova de monsenhor Jonas Abib
Monsenhor Jonas Abib escreveu “Céus Novos e uma Terra Nova” em 1997.