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Crescendo em Sabedoria
A Bíblia diz: àquele que tem, dar-se-á mais ainda. E àquele que não tem, até aquilo que ele pensa ter vai perder. Porque Deus é assim: se obedeço, o Senhor vai me dando mais sabedoria; se sou dócil, Ele me responde mais e mais e vou crescendo, justamente em obediência e sabedoria.
Mas se Deus fala, mostra, e não obedeço, vou ficando “casca dura”, ficando surdo. O Senhor não se cala, mas eu vou ficando surdo, calejado em não ser mais capaz de entender o que Ele está mostrando e em não obedecer. Mas Deus Pai nos dá uma grande chance de aprender a sabedoria em todas as coisas de nossa vida. Comece a fazer isso, a partir de agora; se você já fazia, melhor ainda; se não, comece a fazer:
- Pergunte a Deus sobre tudo;
- Comece a colher lá dentro de você a resposta do Senhor, espere essa resposta;
- Uma vez que o Todo-poderoso lhe deu a resposta, obedeça.
São três coisas simples: pergunte tudo, colha a vontade de Deus lá no fundo do seu coração e, terceiro, obedeça.
(Trecho do livro “A Sabedoria está no ar” de monsenhor Jonas Abib)
Monsenhor Jonas Abib
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O Caminho da Reconciliação

Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!
Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.
Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro.
Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…). A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se com o Senhor, deixar-se fazer novamente amigo d’Ele! Experimentar a misericórdia de d’Ele, deixar que Ele exercite em mim a Sua misericórdia!
Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.
Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante.
Também podemos falar a Deus, quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados. São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para o Senhor. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.
A reconciliação com nossos irmãos é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai.
Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.
Se hoje você enfrenta esse grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d’Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!
Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso, dê um passo, faça um gesto concreto.
Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!
Texto de Paulo Vítor – Extraído do Site da Canção Nova
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Sabedoria de Deus – Loucura no Mundo
Uma das passagens da bíblia, que acho mais linda e cheia de ensinamento é a seguinte:
” O SENHOR apareceu a Salomão, num sonho noturno, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu te darei”. Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com fidelidade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste esta grande benevolência e lhe deste um filho para se sentar no seu trono, como é o caso hoje. Agora, SENHOR, meu Deus, fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. Teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, a teu servo, um coração obediente, capaz de governar teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” Este pedido de Salomão agradou ao SENHOR. Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido. Dou-te um coração sábio e inteligente, de modo que não houve igual antes de ti, nem haverá depois de ti. E dou-te também o que não pediste: as riquezas e a glória, de tal modo que não haverá teu igual entre os reis durante toda a tua vida. E se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos, a exemplo de Davi, teu pai, eu te darei uma longa vida”. I Reis 3, 5-15.Refletindo em cada palavra do trecho acima, confesso que fico impressionada com o comportamento de Salomão e constato o quão importante é ser manso e humilde de coração, para se experimentar a magnitutide de Deus.
Trazendo este acontecimento para os nossos dias, me pergunto: Se Deus, hoje, aparecesse para cada um de nós, seja em sonho ou pessoalmente, ou ainda de uma outra maneira, e nos fizesse a mesma pergunta: ” Pede o que desejas e eu te darei” , qual seria a nossa resposta? Como e onde estaria o nosso coração para que pudéssemos responder a Deus? Estão os nossos anseios baseados nas questões materiais ou espirituais? Infelizmente, ouso dizer, que a grande maioria das pessoas fariam pedidos relacionados a riquezas, glórias e vaidades terrenas. Estão tão ligadas ao materialismo exarcebado, que sequer desejariam por exemplo: paz, saúde, cura, libertação, entendimento, sabedoria, discernimento, perdão, salvação, vida eterna, etc…
Estamos tão imersos nos conceitos capitalistas, que sinalizar qualquer posição em relação a vida espiritual nessa altura do campeonato, soa como grande loucura para a sociedade. Uma grande perda de tempo. E é justamente para essas horas que penso tanto em Salomão e em seu coração tão cheio da sabedoria de Deus.