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O Deserto

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“Na simbologia bíblica, o deserto é uma etapa no caminho para Deus que todos os que são chamados à fé devem atravessar.

O deserto não é uma pátria, mas somente um percurso, um caminho que conduz ao conhecimento do Amor misericordioso de Deus. Todos aqueles que procuram Deus devem passar por ele, pois a experiência do deserto está estreitamente ligada ao aprofundamento da nossa fé na Sua Misericórdia.
O deserto, por excelência, são os dificeis estados espirituais de aridez e secura, quando Deus pareça ter-te abandonado, quando não sintas a Sua presença e te seja mais difícil crer nela.

A situação do deserto põe a descoberto aquilo que no homem se encontra mais profundamente escondido. (…) É no deserto que o homem se dá conta de que coisas é capaz, da sua fraqueza, da sua condição de pecador, da sua dureza de coração. Aí o homem encontra-se face a face com a aterradora verdade daquilo que é sem a ajuda de Deus.

Normalmente o homem vive de uma maneira superficial, como se vivesse apenas à flor da pele. Só as situações difíceis, as situações de deserto, o constrangem a tomar decisões, revelando, ao mesmo tempo, as camadas mais profundas do bem ou do mal.

O deserto, porém, não só revela a verdade acerca de ti, mas transforma-te interiormente, polarizando as tuas atitudes. O dom do deserto permite-te vencer a tibieza, porque te obriga a fazer opções.

Enquanto fores um cristão tíbio, para quem a vida corre sem problemas e tudo vai bem, a tua situação, vista à luz da fé, é dramática, porque pensas que és tu que solucionas tudo e Deus deixa, assim, de te ser necessário: estás, desse modo, numa condição de ateísmo prático.

A finalidade do deserto é de formar o homem, fortalecer a sua fé, eliminar a sua mediocridade, formar verdadeiros discípulos de Cristo.

No deserto é que vais dar conta de que Deus realmente nunca te abandona. É verdade que no deserto Deus Se oculta mas, na realidade, Ele está particularmente perto de ti. Nunca como nessas ocasiões se encontra tão próximo. Somente espera que Lhe demonstres a tua fé, espera que Lhe estendas os teus braços confiantemente.”

Tadeusz Dajczer, em “Meditações sobre a Fé”

 
Extraído do Blog – Conhecer e Seguir Jesus de Paulo Costa
http://seguirjesus.blogspot.com
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Se Jesus não for nosso alimento, nenhum outro nos será necessário

 

A religião não oprime o homem; ao contrário, ela abre a cabeça dele para coisas maiores. Ela não tem a função de tornar as pessoas cegas. Aliás, quem é fiel a Deus enxerga tudo e não tem dificuldades no sofrimento, porque tem uma visão espiritual daquilo que está acontecendo.

Meus irmãos, quem está em Deus não tem como errar, porque tudo o que fizer, tudo o que realizar, tem o preceito de Deus, a orientação do Senhor.

Nós sabemos que, pela história, nem todos foram fiéis, mas percebemos que, apesar das infidelidades dos homens, Deus foi fiel, Ele nunca abandonou seu povo. E quem é este Rei que vai reinar com cetro de ferro e nos dar a garantia de um reino eterno? É Jesus. Ele é o Rei.

A Igreja tem um Rei diferente de todos os outros reis. O Rei eterno, indestrutível, que tem o domínio sobre todos os outros reinos. É dessa forma que a sucessão de Davi se consolida em Jesus.

Quando o Senhor se apresentou publicamente, ele disse que não veio tirar nem um “til”, nem um “jota” da Lei; ao contrário, Ele veio dar pleno complemento a ela. Os estatutos, os preceitos do Senhor são eternos, imutáveis, são para todo o sempre, porque nosso Deus faz sempre novas todas as coisas. Os mandamentos, os ensinamentos são sempre novos.

A Palavra de Deus não é uma escrita apenas, algo que alguém pensou. Não. É a Palavra de Deus para nós, homens e mulheres. É um palavra de vida sempre nova. O Senhor tem o desejo de sempre fazer novas todas as coisas. A Sagrada Escritura está cheia de exemplos disso. Quantas vezes Deus levantou o povo de Israel, ensinou esse povo para que ele nunca saísse do caminho da verdade, da justiça!

“Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura” (Mc 6,7-8).

Quem diz ’sim’ sofre; mas sofre na alegria de saber que Deus não o abandonará. Todo ensinamento está na Lei de Jesus e Ele chama os discípulos para junto de Si. Por isso, proclamamos que a Igreja está sobre a pedra firme, que é Jesus Cristo; e nada a destrói. Dela saíram os doze apóstolos que foram enviados a pregar o Evangelho.

É muito sério quando Deus chama, quando Ele nos envia para anunciar a Sua Palavra. Não podemos dizer ‘não’. Precisamos dizer ’sim’, porque Ele nos capacitou para isso.

‘Quando recebemos a Palavra de Deus, nós a reconhecemos e a acolhemos’

Quando recebemos a Palavra de Deus, nós a reconhecemos e a acolhemos. Então, aquele espírito impuro que habita em nós vai embora, porque estamos assumindo a Palavra de Deus em nossa vida.

Jesus é o Senhor dos senhores, o alimento eterno; por isso precisa ser o único. Se não for Ele o nosso alimento, nenhum outro alimento nos será necessário. É isso o que Ele quer ser na nossa vida. Olhe a Igreja hoje, Jesus dá instruções aos discípulos para que eles realizem o seu ministério apostólico.

Povo de Deus, escute as orientações da Igreja para não se perderem no caminho. Acolhemos, hoje, Jesus. É preciso ser fiel. Não fechemos o nosso coração. Hoje, Cristo ensina e orienta o Seu povo, e Ele escolheu a forma mais simples para estar presente: a Eucaristia. Ele é capaz de saciar a nossa fome e nos dar a vida eterna, porque Ele é a vida eterna. E o desejo do Senhor não é outro, senão a salvação.

Padre João Gualberto
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