Arquivo para 26 de February de 2010

O Caminho da Reconciliação

Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!

Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.

Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro.

Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…). A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se com o Senhor, deixar-se fazer novamente amigo d’Ele! Experimentar a misericórdia de d’Ele, deixar que Ele exercite em mim a Sua misericórdia!

Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.

Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante.

Também podemos falar a Deus, quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados. São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para o Senhor. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.

A reconciliação com nossos irmãos é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai.

Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.

Se hoje você enfrenta esse grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d’Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!

Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso, dê um passo, faça um gesto concreto.

Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!

Texto de  Paulo Vítor – Extraído do Site da Canção Nova

 

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Deus Existe! Eu Encontrei-O!

  

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André Frossard? Ele próprio conta a sua história num livro intitulado “Deus Existe. Eu Encontrei-o.” Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir. Não há por que nos admiremos.

André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Observa com fina ironia: «Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto “religião”. Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»

No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável do encontro com Deus:

«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!
Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. – Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»

Ele prossegue assim o relato da sua experiência:

«Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1937), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)

Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz. Não na primeira nem na terceira: na segunda. E, então, de repente, desencadeia-se uma série de prodígios que com inexorável violência desmontará num instante o ser absurdo que eu sou, para dar vida ao rapaz estupefacto que nunca fui.
Primeiro surgem-me estas palavras “vida espiritual.”
Não ditas nem formadas por mim próprio. Ouvidas como se fossem pronunciadas ao meu lado em surdina por uma pessoa que está a ver o que eu ainda não vejo. (…)

Logo que a última sílaba deste prelúdio sussurrado atinge o fio da consciência, começa uma avalancha ao contrário. Não digo que o céu se abre; não se abre, atira-se, eleva-se de repente, silenciosa fulguração(…) Um cristal indestrutível, de uma transparência infinita, de uma luminosidade quase insustentável (um pouco mais ter-me-ia aniquilado) e azulada, um mundo, outro mundo de um esplendor e de uma densidade que atiram de chofre o nosso para as sombras frágeis dos sonhos irrealizados. (…)

 

Há uma ordem, no universo, e no cume, para lá deste véu de neblina resplandecente há a evidência de Deus (…) Um Deus cuja doçura sinto, uma doçura activa, desconcertante, que vai além de toda violência, capaz de quebrar a pedra mais dura e, mais duro ainda que a pedra, o coração humano.
A sua irrupção transbordante e total, é acompanhada por uma alegria que é a exultação de quem foi salvo, a alegria do náufrago que foi recolhido a tempo.(…)
Estas sensações, que tenho dificuldade de traduzir na linguagem inadequada das ideias e das imagens, são simultâneas (…)

Tudo é dominado pela presença (…) daquele cujo nome nunca poderei escrever sem o receio de ferir a sua ternura, aquele diante do qual tive a sorte de ser um filho perdoado, que se esforça para aprender que tudo é dom.

Então, uma oração comovida sela o relato da conversão de Frossard:
«Amor [Deus], para falar de ti será demasiado curta toda a eternidade»

Depois de escrever este relato André Frossard apercebe-se da enormidade das suas palavras e apressa-se a precisar:

«Não nego o que uma conversão como esta, pela sua característica de instantaneidade imprevista, pode ter de chocante e até inadmissíevl, para os espíritos contemporâneos que preferem as vias do racionalismo aos raios místicos e que apreciam cada vez menos as intervenções do divino na vida quotidiana.»

Extraído do Blog: Conhecer e Seguir Jesus – de Paulo Costa

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Para Refletir

 
“Deus é um Deus do presente: como te encontra, assim te assume e te permite vires a Ele. Deus não pergunta o que tens sido, mas o que tu és agora.”
Mestre Eckhart

CRESCIMENTO

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Uma das grandes perguntas que frequentemente nos fazemos é acerca do nosso crescimento. Temos, por vezes, a sensação que não saímos do mesmo, ou que até andámos para trás. Em tudo isto, pode esconder-se uma dificuldade em não olhar a nossa história e o caminho percorrido.
 
Muitos dos acontecimentos da nossa vida passada e presente são pouco esclarecidos e não temos a certeza se trouxeram algo de novo à nossa vida. Muitas vezes, só mais tarde nos damos conta do que crescemos por ter tido uma certa conversa, ter conhecido alguém, ter visitado um lugar.
 
Somos feitos das nossas memórias inconscientes e é bom darmo-nos conta de que somos resultado de tudo o que experimentámos. Daí que podemos pensar a nossa história como sementes que estão em pleno crescimento. Isso ilumina e reconcilia o nosso presente. Vemo-nos fruto de tantos dons, a maioria deles gratuitos. Viver em agradecimento também nos gera na confiança para um futuro que será aquilo que fizermos das coisas que recebemos.

Antônio Valério, sj

 
 
Texto extraído do Blog Cidade Eterna
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BARCO A VELA

Insisto em perseguir em meus desejos
Insisto em só fazer do meu jeito
Me perco querendo ser Deus de mim
Escolhe mal quem escolhe só
Quem deixa Deus ser Deus, vê melhor
Aquilo que os olhos não podem ver
Por isso deixo aqui meu querer
Por isso deixo aqui meu querer
Refrão:

Guia-me Senhor por onde Lhe aprouver
Calo meu querer para ouvir o que Deus quer
Barco à vela solto pelo mar
Vou para onde o vento do Senhor levar

FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER

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“Jesus estava nas bodás de Caná da Galiléia, mas para que as águas se transformassem em vinho foi preciso fazer aquilo que Jesus disse.  Não basta querer Jesus por perto. É preciso fazer o que Ele diz, como nos indicou sua mãe Maria.  Jesus pode estar por perto e mesmo assim o vinho acaba. Por isso muitos servos se afastam. O vinho acabou porque Jesus estava apenas por perto, mas deixaram de cumprir a vontade de Jesus. Todos nós corremos este risco.”

Padre Sérgio Luiz – @padresergioluiz

Atalho Espiritual

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“Não existe nenhum atalho espiritual que possa nos poupar de não enfrentar a realidade psíquica de nossas vidas. Cristo desceu até nós seres humanos para que encontremos a coragem de descermos até nossa própria realidade. Apenas desta forma poderemos nos elevar até Deus.”

Anselm Grün

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O Deserto

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“Na simbologia bíblica, o deserto é uma etapa no caminho para Deus que todos os que são chamados à fé devem atravessar.

O deserto não é uma pátria, mas somente um percurso, um caminho que conduz ao conhecimento do Amor misericordioso de Deus. Todos aqueles que procuram Deus devem passar por ele, pois a experiência do deserto está estreitamente ligada ao aprofundamento da nossa fé na Sua Misericórdia.
O deserto, por excelência, são os dificeis estados espirituais de aridez e secura, quando Deus pareça ter-te abandonado, quando não sintas a Sua presença e te seja mais difícil crer nela.

A situação do deserto põe a descoberto aquilo que no homem se encontra mais profundamente escondido. (…) É no deserto que o homem se dá conta de que coisas é capaz, da sua fraqueza, da sua condição de pecador, da sua dureza de coração. Aí o homem encontra-se face a face com a aterradora verdade daquilo que é sem a ajuda de Deus.

Normalmente o homem vive de uma maneira superficial, como se vivesse apenas à flor da pele. Só as situações difíceis, as situações de deserto, o constrangem a tomar decisões, revelando, ao mesmo tempo, as camadas mais profundas do bem ou do mal.

O deserto, porém, não só revela a verdade acerca de ti, mas transforma-te interiormente, polarizando as tuas atitudes. O dom do deserto permite-te vencer a tibieza, porque te obriga a fazer opções.

Enquanto fores um cristão tíbio, para quem a vida corre sem problemas e tudo vai bem, a tua situação, vista à luz da fé, é dramática, porque pensas que és tu que solucionas tudo e Deus deixa, assim, de te ser necessário: estás, desse modo, numa condição de ateísmo prático.

A finalidade do deserto é de formar o homem, fortalecer a sua fé, eliminar a sua mediocridade, formar verdadeiros discípulos de Cristo.

No deserto é que vais dar conta de que Deus realmente nunca te abandona. É verdade que no deserto Deus Se oculta mas, na realidade, Ele está particularmente perto de ti. Nunca como nessas ocasiões se encontra tão próximo. Somente espera que Lhe demonstres a tua fé, espera que Lhe estendas os teus braços confiantemente.”

Tadeusz Dajczer, em “Meditações sobre a Fé”

 
Extraído do Blog – Conhecer e Seguir Jesus de Paulo Costa
http://seguirjesus.blogspot.com
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MENSAGEM DO DIA

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O mundo não pode nos tornar insensíveis

 

Não resta dúvida: o próprio Deus coloca em nosso caminho as pessoas que precisamos ajudar e perdoar. É necessário ter um coração misericordioso para isso. É imprescindível que este coração transborde em atitudes concretas.

É certo: em nossa vida existem situações concretas nas quais precisamos usar de misericórdia. Por essa razão precisamos conservar um coração sensível. A vida moderna não pode nos arrastar. Não pode endurecer o nosso coração. O mundo não pode nos tornar insensíveis.

Nada justifica termos um coração insensível. Precisamos de um coração misericordioso, que vibra, que sente e se compadece com o outro.

A vida nos transtornou de tal forma que achamos natural acumular sentimentos negativos em nosso interior, e até nos achamos no direito de ficar com raiva da pessoa que errou conosco.

Somos egoístas. Por isso nos frustramos. Somos ressentidos e magoados por isso ficamos tristes e, consequentemente, chegamos à depressão.

Comece agora. Queira amar. Decida ter paciência, ter mansidão, se compadecer como aquele samaritano. O próprio Deus quer nos dar esta graça.

Quando começamos a amar, tudo se transforma. Não espere toda a sua vida mudar para depois começar a amar. Ao contrário: comece amando e tudo vai se transformar em sua vida.

Retirado do Livro: “Combatentes no Perdão”

Monsenhor Jonas Abib
www.padrejonas.com
 
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MENSAGEM DO DIA

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Deus quer nos levar além de nossos limites

“Sereis perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celeste” (Mt 5,45). É uma ordem e uma afirmação. Este é o propósito de Jesus para nós. Só não o conseguiremos se não o quisermos, se não cooperarmos.

É como o artista que pega barro e com ele faz coisas maravilhosas: um prato, um vaso, uma estátua. Deus é o artista por excelência. Ele quer pegar o barro, que somos. Não é o barro que vai dizer o que será feito dele e, sim, o artista. Não podemos, como barro, dizer ao Senhor: “Eu não posso, não consigo!”

Não somos nós quem decidimos. Quem decide o que fazer do barro é o artista. Nossa parte é deixar-nos trabalhar pelo Senhor. Ele decidiu: “Sereis perfeitos”.

Ele quer nos levar além de nossos limites: “Sereis perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”.

Minha parte, a sua parte, é deixar-se trabalhar.

Monsenhor Jonas Abib
 www.padrejonas.com

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