Arquivo para 29 de January de 2010

Jesus Eucarístico

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E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu”

  

“Senhor daí-me um coração adorador, que não se baseie nos sentimentos e manifestações para poder Te adorar, mas que seja atraído pela fé e pelo amor. Reconheça no Sacramento da Eucaristia um poderoso sinal do Teu amor pela humanidade ferida pela incredulidade e pela indiferença. Desejo ultrapassar o simples véu do pão e do vinho para entrar no santo dos santos do Teu Divino Coração e adorar com toda a minha vida. Graças e louvores se dêem a todo o momento, ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento! “

Extraído: Blog Padre Luizinho – http://blog.cancaonova.com/padreluizinho

É Hora do Batismo no Espírito

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O derramamento do Espírito Santo é a grande graça que Deus está dando à sua Igreja hoje. Está dando aos sacerdotes, aos religio­sos, às religiosas. Está dando a todos: aos pobres, aos ricos, aos empresários, aos músicos, às pessoas de decisão na nossa sociedade… a você também; por que não? O Senhor está derramando o seu Espírito. Por esta graça o Senhor está realizando a transformação da Sua Igreja.

O que chamamos de “Batismo no Espírito Santo” — pois é assim que Jesus o chamou: “sereis batizados no Espírito Santo” (At 1,5) — podemos chamar, também, de “derramamento” do Espírito Santo, de “efusão” do Espírito Santo. O Batismo no Espírito Santo faz parte da Teologia da Graça: é uma graça “extraordinária”, e que está tendo efeitos “extraordinários” na vida das pessoas.­

A teologia do Batismo no Espírito Santo é teologia da graça. O Senhor quer derramar o seu Espírito sobre todas as pessoas, sobre as famílias, sobre as casas religiosas, sobre os seminários, sobre as paróquias, sobre as dioceses.

O Senhor quer derramar o seu Espírito em situações concretas de uma diocese, de uma paróquia, de uma congregação religiosa. O Senhor quer derramar o seu Espírito Santo, e essa graça tem realizado uma “extraordinária” transformação, a ponto de todo mundo ficar boquiaberto e perguntar: o que está acontecendo? Isso é extraordinário!

Sim, coisas extraordinárias o Senhor está fazendo conosco! Somos a mais linda demonstração do que o Senhor pode fazer! Se um artista tem uma tela de primeira qualidade, tintas de primeira, pincéis de qualidade, é muito fácil pintar o quadro. Porém, se ele tem uma tela ruim, tintas ruins, pincéis defeituosos, e mesmo assim consegue pintar e o quadro sai uma obra-prima, isso significa que o artista é bom mesmo! Somos a demonstração de como o Senhor é “bom de serviço”!

Conosco e por meio de nós, Deus está fazendo coisas maravilhosas. Ele é artista!

Somos um “povo” que precisa ser corrigido, transformado, um “povinho” ainda muito vaidoso, cheio de orgulho espiritual, melindroso, ciumento… Um povo teimoso, desobediente, muito rebelde… somos assim, infelizmente. Mas o Senhor é “bom de serviço”, Ele faz maravilhas em nós! Somos um milagre de Deus.
E Ele já fez coisas maravilhosas em nossas vidas! Mas o lindo é o que Ele já fez, está fazendo e quer fazer, também “por meio” de nós. Conosco, o Senhor está transformando a sua Igreja. Aquilo que aconteceu no começo da Igreja está acontecendo agora!

Cremos que o Senhor vai restaurar toda a sua Igreja! Creia: o que o Senhor está fazendo em nós, Ele vai realizar em toda a Igreja. Somos a “amostra” do que Ele quer fazer hoje na Igreja inteira. Eu e você somos a “amostra grátis” do que o Senhor pode e quer fazer com a Sua Igreja.

Extraído do livro Reinflama o Carisma de monsenhor Jonas Abib - (www.padrejonas.com)

 

DEUS ACIMA DE TUDO

 

“Senhor, eu vos escolho acima de tudo, acima da saúde, das riquezas, das dificuldades, das honras, dos elogios, da ciência, das consolações, das esperanças, dos desejos. Acima até mesmo das graças e dons, que poderei receber em vós. Em resumo, escolho-vos acima de todas as criaturas, que não são vós, ó meu Deus. Qualquer graça que me dais, sem vós não me é suficiente. Eu quero só a vós e nada mais!”

Santo Afonso de Ligório

 

Extraído: Blog de Luzia Santiago – Canção Nova: www.luziasantiago.com

MENSAGEM DO DIA

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A Cada dia Basta o Seu Peso

Quarta-Feira, 27 de janeiro 2010

Jesus com certeza viveu aquilo que Ele mesmo nos deu como receita de vida: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã: o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal” (Mt 6, 34).

Você já viu aquelas carretas que carregam muito peso e por isso têm muitos pneus? Chegam a parecer com uma centopéia. Conversando com um engenheiro de estrada, ele me explicou que, devido ao peso, são necessárias muitas “rodinhas”, porque assim o peso fica dividido.

Em sua imensa sabedoria Deus fez o mesmo conosco: dividiu a nossa vida em “rodinhas”. A cada dia basta o peso da preocupação que somos capazes de suportar, sem precisar perder o equilíbrio. A cada dia basta o seu peso.

Sempre teremos adversidades, cruzes, sofrimentos e Deus fez a partilha do dia-a-dia de acordo com a têmpera de cada um. Não suportamos toda a pressão de uma só vez, do contrário caímos num grande desespero. Há muita gente acabando com a própria vida por querer carregar tudo: o presente, o passado e ainda pensar nos problemas do futuro.

Não é assim que as coisas devem funcionar. O nosso Deus é alegria, vida e paz! Não podemos viver com o coração pesado.

Combatentes na alegria

Monsenhor Jonas Abib

Extraído de: www.padrejonas.com

A GRANDE TRIBULAÇÃO

O Senhor declara: “Pois o Filho do Homem virá com seus anjos na glória do seu Pai; e, então, retribuirá a cada um segundo a sua conduta” (Mt 16,27).

 

Jesus teve uma vida pública e nela anunciou que deveria sofrer muito por parte dos anciãos, dos sumos-sacerdotes e dos escribas, ser morto e no terceiro dia ressuscitar. Assim como a vida pública de Cristo desembocou no julgamento, condenação, paixão, morte e ressurreição, a vida da Igreja vai desembocar na mesma situação dolorosa. Jesus não permaneceu na morte: conforme prometeu, ao terceiro dia, ressuscitou glorioso. O mesmo acontecerá com a Igreja: ela está seguindo os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Igreja não é algo aéreo e também não se resume ao Papa e aos bispos. Não, a Igreja somos todos nós. O Santo Padre e os bispos são a nossa hierarquia, aqueles que nos governam, mas o corpo da Igreja somos nós. Esta é a Igreja que passará por esse caminho de cruz. Eu sei que isso o atemoriza e o enche de ansiedade, mas é preciso anunciar agora, para que nos momentos difíceis você não perca a fé, a fortaleza e não volte atrás.

Eu sei que você fica receoso e até se pergunta: “Será que isso é doutrina da Igreja?” Está no Catecismo da Igreja Católica (CIC) este presente de João Paulo II para nós, Igreja:

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia da verdade” (CIC, 675).

O próprio Catecismo da Igreja Católica nos alerta para essa realidade dolorosa:
“A Igreja só entrará na glória do Reino através desta Páscoa derradeira em que seguirá seu Senhor na sua Morte e Ressurreição” (CIC, 677).

Acontecerá uma impostura religiosa. O anticristo aparecerá como alguém bom que fará a proposta de ser o governador do mundo inteiro. E apresentará às pessoas a possibilidade de solucionar os grandes problemas que angustiam a humanidade: fome, habitação, desemprego, saúde, desigualdade, entre os povos…

Momentaneamente, o sistema que ele vai querer impor trará solução para os problemas e muitas pessoas vão aplaudi-lo. Terá a arrogância de se mostrar como Deus e se assentar no trono, no meio do Templo, no coração da Igreja, para ser adorado como tal.

A Igreja e o Cristianismo serão acusados de intolerância, de discriminação. Será dito que o Cristianismo, com a noção de pecado, trouxe às pessoas o sentimento de culpa, especialmente em relação ao sexo. Vai-se acusar a Igreja de, em sua história, ter causado a diferença entre os povos e, por consequência, todo tipo de intolerância, ódio, guerras, miséria. O Cristianismo e a Igreja serão o “bode expiatório”.

É terrível, mas muita gente vai se deixar levar por essa argumentação e achar que realmente o Cristianismo é intolerante, discriminatório e que a noção de pecado foi o que atrapalhou tudo e todos. Deus está nos dando a graça de dizer, antecipadamente, que tudo isso será mentira, a fim de que ninguém caia nessa impostura, da qual nos fala o Catecismo da Igreja Católica:

“[…] A impostura religiosa suprema é a do anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo, em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne” (CIC, 675).

Não sabemos quando, mas temos certeza de que isso vai acontecer e os sinais dos tempos mostram que está próximo! Também não se conhece a maneira como serão transformados este mundo e os nossos corpos, mas serão renovados. Deus prepara para você uma nova morada. Aguente firme!

Trecho do livro Céus Novos e uma Terra Nova de monsenhor Jonas Abib

Monsenhor Jonas Abib escreveu “Céus Novos e uma Terra Nova” em 1997.

Para Refletir…

Sua parte é querer e pedir

A ordem de Deus para nossos dias é esta: “Tens de reavivar o dom de Deus que está em ti…”

O Senhor dos senhores, o Rei dos reis, está nos dando esta ordem de comando: “Reaviva, reinflama o carisma de Deus que está em ti”. Com certeza, você deve estar se perguntando: “Que devo fazer para reavivar o carisma de Deus que há em mim?” A iniciativa é toda de Deus! Nossa parte é querer. É pedir! É se abrir. Como nas Bodas de Caná: havia uma missão para os serventes: encher as talhas de água. Se eles a tivessem colocado pela metade, só teriam talhas com a metade do vinho. Mas, uma vez que as encheram até a borda, tiveram-nas cheias de vinho. Quem transformou a água em vinho foi Jesus, mas quem carregou a água foram os serventes (cf. João 2,1-12).

Sua parte é querer e pedir. Você precisa querer e precisa pedir que o Senhor reavive o carisma de Deus que está em você. Só você pode fazer isso, ninguém pode fazê-lo em seu lugar. É a parte que lhe cabe.

O querer é seu, o realizar é de Deus. Lembre sempre disso, vou repetir: o querer é seu, é a parte que lhe cabe; o realizar é de Deus. Pode experimentar: se você sinceramente quer e pede, o Senhor fará a parte que cabe a Ele, derramando sobre você o Espírito Santo. Vai reinflamar o carisma que Ele mesmo colocou em você.

Monsenhor Jonas Abib

O Que Faremos com o Nosso Coração?

 
«Os corações das crianças são orgãos delicados. Um princípio cruel neste mundo pode deformá-los e imprimir-lhes formas estranhas.
O coração de uma criança pode encolher de modo a ficar duro e rugoso como o caroço de um pêssego. Ou pode crescer e dilatar-se até se transformar em algo de insuportável para trazer dentro do corpo, facilmente irritado e magoado pelas coisas mais insignificantes.»


No peito de cada um de nós há um coração moldado pela vida. Há os que o guardam palpitante como um pássaro e os que o esqueceram por terem deixado de o sentir. Entre os chamados «corações de pedra» e «corações de manteiga», há tantos e tantos corações diferentes que de formas diferentes vão moldando outros!


Há corações incendiados e corações de gelo, corações de leão e corações de pássaro, corações de ouro e corações de chumbo. Há mesmo bons e maus corações.


Por vezes ouvimos dizer de alguém que «não tem coração». É preciso nunca acreditar. Pode estar tão apertado como um buraco negro, mas está lá. Talvez precise apenas de ser alimentado.


Há corações que transportam privações de séculos e parecem nunca atingir a saciedade e há os que transbordam como fontes inesgotáveis.


Que coração trazemos em nós? Que coração palpita dentro de quem cruza o nosso caminho em cada dia? Como atingirei o coração do meu irmão? E se numa qualquer guerra da vida alguém tiver perdido o seu, poderemos ajudar a procurar, a tentar encontrá-lo? E se o encontrarmos, saberemos transportá-lo nas mãos, sem o ferir, e pousá-lo no peito a que pertence?


Que faremos com o nosso coração?»

 

Henrique Manuel, em “Mas há Sinais”
 
Fonte: Extraído do Blog – Abrigo dos Sábios de Paulo Costa (http://abrigodossabios-paulo.blogspot.com/)

……

Passamos a nossa vida inteira em busca de respostas. Na inquietude de ir sempre além e de saber o porquê das coisas, é que galgamos todo nosso aprendizado. Através da curiosidade e do impulso do testar e comprovar, do agir e reagir, do tocar e sentir, do tentar e conseguir, nós vamos definindo nossos limites e fronteiras, fazendo da vida, uma busca infinita de informações e experiências.
Na ânsia de encontrar as respostas, muitas vezes, nos abstemos do momento presente, uma vez que ora nos prendemos nos acontecimentos passados, ora na fermentação hipotética dos acontecimentos futuros, deixando assim a realidade evaporar com o calor do tempo.
Transformamos a vida numa caçada grotesca, na qual como caçadores mercenários, deslocamos o valor das coisas e pessoas, a partir do momento que colocamos “preço”, peso e medida em tudo e todos.

Considerando que tudo passa a ter um valor relativo, em detrimento do valor absoluto e imutável, geramos cada vez mais lacunas, as quais nos induzem contraditoriamente, ao distanciamento daquilo que inicialmente buscávamos conhecer. Desviando o foco, distraímo-nos aqui e ali, perdendo completamente a direção do caminho, a ponto de nem sabermos mais para onde estávamos indo. E assim, por mais respostas que encontremos, por mais informações que acumulemos, por mais experiências que vivamos, sempre estaremos incompletos.

Muitas vezes nos sentimos perdidos em nossas próprias vidas. Mesmo que tenhamos família, casa para morar, alimento para comer, estudo, trabalho, lazer, ainda assim, nos sentimos completamente desconfortáveis na própria pele. Podemos ter tudo e ao mesmo tempo isso representar o nada. Faz-se urgente entender que podemos até trilhar milhões de caminhos, participar de bilhões de acontecimentos, formular trilhões de perguntas, mas somente uma coisa nos é necessária. Nada no mundo é, nem nunca será capaz de preencher a nossa essência a não ser Deus, pois Ele Próprio é a nossa verdadeira essência. Somente nos sentiremos completos e seguros no momento em que compreendermos que a resposta da pergunta que passamos a vida inteira tentando responder é a mais fácil de todas de ser encontrada.
Somos a imagem e semelhança Daquele que nos criou, e, portanto, sendo a obra-prima de Suas mãos, somente encontraremos a felicidade, a paz, a definição absoluta de nosso ser, no momento em que fundirmos nossa alma na presença Daquele que é o Senhor de todas as coisas, o Senhor da Vida!

Entrevista com Deus

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“Sonhei que tive uma entrevista com Deus.
Então, você gostaria de me entrevistar? Deus perguntou.
Se o Sr. tiver tempo, eu disse.
Deus sorriu. Meu tempo é a eternidade…
Quais as questões que você tem em mente para mim?
O que O surpreende mais na humanidade?
Deus respondeu: Que eles se aborrecem com a infância, se apressam para crescer e
depois desejam ser crianças novamente.
Que eles perdem sua saúde para juntar dinheiro e depois perdem seu dinheiro para
recuperar sua saúde.
Que por pensarem ansiosamente no futuro, eles esquecem o presente,
de tal maneira que eles não vivem nem o presente, nem o futuro.
Que eles vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.
Deus colocou sua mão na minha e ficamos silenciosos por um tempo.
Então eu perguntei: Como um Pai, quais seriam algumas das lições que o Sr. gostaria que seus
filhos aprendessem?
Que aprendessem que eles não podem obrigar ninguém a amá-los. Tudo o que eles podem
fazer é se deixarem amar.
Que eles aprendessem que não é bom se comparar aos outros. Pois cada um é único e
especial.
Que eles aprendessem a perdoar, praticando o perdão.
Que eles aprendessem que são necessários apenas poucos segundos para abrir feridas
profundas naqueles que eles amam, mas podem ser necessários muitos anos para cicatriza-
las.
Que eles aprendessem que uma pessoa rica não é aquela que tem mais, mas é aquela que
necessita menos.
Que eles aprendessem que há pessoas que os amam profundamente, mas simplesmente ainda
não sabem como expressar ou mostrar seus sentimentos.
Que eles aprendessem que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la
diferentemente.
Que eles aprendessem que não é suficiente que se perdoem uns aos outros, mas que eles
também devem perdoar a si mesmos.
Obrigado pelo seu tempo, eu falei humildemente e perguntei: há ainda alguma coisa que o Sr.
gostaria que suas crianças soubessem?
Deus sorriu e disse: Somente que saibam que eu estou aqui SEMPRE.”

 

Ouvi essa mensagem ontem no fim da tarde e fiquei pensando o quanto uma mensagem tão curta, de uma conversa de apenas poucos minutos, pode ser tão profunda.

Muitas vezes gastamos tanto tempo na busca de respostas, complicando tanto as situações e deixamos de perceber que na grande maioria das vezes as respostas são bem mais simples e legíveis do que poderíamos imaginar. Nos detemos em questões vãs por simplesmente não querer olhar pra dentro de nós mesmos. Fugindo da realidade, criamos situações de absurdo e caos e tudo passa a ter o sentido deslocado, invertido, incompreendido.

Voltei ao quarto das memórias, procurando entre um retrato e outro, entre uma prateleira aqui e uma gaveta acolá, etapas nas quais poderia ter me saído melhor e cheguei a conclusão de que por muitas vezes deixei momentos importantes passarem despercebidos por estar deliberadamente envolvida em situações menos significativas.

Olho pra trás e vejo que sim, fiz e talvez ainda faça, muitas das coisas que deveria evitar fazer ou não ter feito. Quantas vezes desejei deixar de ser criança, na ânsia por ser adulta, e hoje querer toda a inocência e descompromissos da infância de volta; Quantas vezes me ocupei com o futuro criando expectativas demasiadas e não vivi o presente; Quantas vezes relevei minha saúde em função de trabalho; Quantas vezes me comparei com os outros e tentei mudar quem eu sou para me parecer mais com eles do que comigo mesma! Quantas vezes quis perdoar alguém, mas não me perdoei….e acabei nem perdoando e nem sendo perdoada. Deixei de dar o beijo de adeus em alguém muito especial, por simplesmente não poder parar o que estava fazendo e saber que jamais terei a oportunidade de fazê-lo. Não me despedi de quem mais amava na hora em que ele se foi e não pude lhe dizer o quanto ele era importante pra mim: meu chão, meu céu, meu ar…

Sei que o tempo não volta atrás e o meu único consolo é saber que independentemente do quanto ele dure, posso escolher mudar o meu jeito de ver a vida e de vivê-la a partir de hoje, do presente. E por mais que eu saiba que mudanças são fáceis somente na teoria, tentarei fazer o meu melhor e me orgulho de saber que não estarei sozinha, já que Deus estará comigo aonde eu estiver. É hora de parar de correr atrás das borboletas e começar a cuidar do jardim…

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