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Precisamos dizer NÃO à Iniquidade Legalizada

 

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Amigo de Verdade é Aquele que Corrige

 
O melhor, às vezes, exige correção

Há um princípio fundamental em qualquer amizade: ela deve nos fazer crescer. Como uma árvore boa é podada para poder dar frutos bons, assim também, durante a caminhada de crescimento e de amadurecimento, o ser humano precisa de algumas boas “podas”. Passar por esse processo não é fácil e, muitas vezes, nem aceitamos que qualquer um nos pode. Por isso Deus coloca algumas pessoas especiais em nossas vidas não só com a oportunidade, mas com a missão de nos corrigir para nos fazer crescer.

Monsenhor Jonas Abib, certa vez, escreveu que existem situações de nossa vida nas quais, muitas vezes, só o amigo é capaz de nos corrigir. O conhecimento mútuo, ou seja, a intimidade que uma amizade gera entre duas pessoas produz um conhecimento tão profundo da alma do amigo que nos permite saber a forma e quando corrigi-lo. O amor compartilhado é capaz de abrir “compartimentos lacrados” de nosso coração, os quais precisam da luz da verdade sobre as nossas misérias, para que estas possam ser curadas.

Por causa da abertura de alma que há numa amizade um amigo é capaz de chegar aonde ninguém consegue. Ele é capaz de atingir e tocar nos pontos mais delicados de nossa história, de nossa vida, com toda a maestria que só o amor é capaz de suscitar. São feridas nas quais ninguém havia tocado, mas que somente um amigo é capaz de tocá-las e curá-las com seu amor.

Um bom amigo é como um bisturi nas mãos de Deus, capaz de rasgar a nossa alma para que todas as mazelas sejam expelidas e o coração possa ser curado. Esse processo é muito doloroso no início; não é fácil aceitar a correção e escutar tantas verdades da boca de alguém. Muitas vezes, isso fere, machuca e realmente arranca pedaços, mas, logo depois, o bálsamo do amor do amigo é derramado, consolando, aliviando e cicatrizando as nossas feridas. Alguém precisa fazer o serviço, por isso Deus usa dos nossos amigos. Ele sempre se utiliza de alguém para agir em nossa vida, suscitando a pessoa certa para que, através do amor concreto, toque na ferida e cure o nosso coração.

Pressuposto de uma amizade madura e saudável é a correção. A Palavra de Deus nos ensina: “Corrige o amigo que talvez tenha feito o mal e diz que não o fez, para que, se o fez, não torne a fazê-lo” (Eclo 19,13). Amigo que não corrige, não faz o outro crescer e por isso não ama de verdade. Um relacionamento de amizade verdadeira em Deus não comporta omissão. É preciso haver verdade, sinceridade e por isso liberdade para poder corrigir, mas fazê-lo no amor. Quem ama quer o melhor para o outro e esse melhor, muitas vezes, exige correção.

Saber que alguém que está nos corrigindo nos ama não nos anestesia da dor da “poda”, mas nos traz segurança. Podemos até resmungar, nos irritar, no entanto, ouvimos e acabamos aceitando. Lá na frente veremos o quanto aquela exortação nos fez crescer e nos livrou de tantos sofrimentos.

Se um amigo o corrigiu, aceite a correção! Exortação não é questão de falta de carinho; pelo contrário, é ato concreto de quem ama e quer o melhor para nós. Se um amigo seu precisa de correção, não se omita! Não deixe que o seu medo de perder a amizade por ter de corrigi-lo o leve a perdê-lo definitivamente. Mostre o seu amor e se comprometa com a vida dele. Cumpra sua missão de amigo: corrija e o ganhe para sempre; o ganhe para Deus!

Texto de Ronan Félix – Extraído do Portal Canção Nova – www.cancaonova.com -

 

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O Senhor Deus Manda Dizer:

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Ouve ó povos de toda a Terra!
O dia da batalha se aproxima.
Erguei-vos e revesti-vos de vossas armaduras. Empunhai vossas espadas e estejais de pé.
Pois eis que Venho para conduzir-vos a um mundo novo.
Deixei-vos o Meu Corpo e Sangue para que alimentando-se Dele fortaleçais não somente o físico,
Mas principalmente vosso espírito.
Vós estais incessantemente a desprezar o Meu sacrifício e a vossa rendenção.
A Batalha que enfrentareis não é contra homens de carne e osso, e sim contra a rebeldia e o ódio.
Estejais preparados, para que esse dia não vos surpreenda e vos pegueis despreparados.
Eis que Venho e já estou a caminho.
Preciso reunir o meu exército! O meu povo santo!
Para junto dele, selar minha vitória definitiva sobre o mal.
Quem tiver ouvidos que ouça!

Recebi essa mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo em sonho esta noite, a qual vos anuncio com grande apelo de misericórdia. Não desprezeis o que nos fala o Senhor Deus, pois muitos ainda não estão preparados e precisam acordar para a veracidade e realidade desta mensagem. Preparai-vos e fortalecei-vos, pois eis que o dia do Senhor está às portas.

Maranathá, Vem Senhor Jesus!

O MAL VEM PREENCHER UM VAZIO

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«Observei muitas vezes que as pessoas mais críticas são aquelas que têm em si um grande vazio espiritual. Chego a perguntar-me se determinadas pessoas não sentem necessidade de fabricar inimigos para poderem exisitir, precisamente por ser enorme o seu vazio interior…

Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.
Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.
Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.

Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»

Jacques Philippe, em “A Liberdade Interior”

Extraído do Blog – Conhecer e Seguir Jesus de Paulo Costa

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Ajustando os Desejos

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‘Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração’

 

Faz parte da vida humana estar, muitas vezes, sob a influência de fortes desejos. Tais estados de alma podem reforçar os grandes ideais, quando somam energias com os sonhos, que alimentam a nossa trajetória. Ter desejos é querer possuir; é predispor-se a gozar; é entregar-se a uma força que mal conseguimos manipular. Tem características de satisfação egoísta, embora persistam espaços para o altruísmo. Talvez a sã psicologia tenha descrições melhores a oferecer.

O que aqui apresento reveste-se apenas de fenômenos observados pela razão, que chamamos de bom senso. Logo abaixo quero reconhecer que existem, sim, desejos construtivos. Mas comecemos pelos desejos que nos travam e nos introduzem na parca produção, diante dos grandes deveres, de que estamos revestidos.

Há desejos que nos puxam para baixo e nos colocam em posição de correr atrás dos falsos valores. Vejamos, por exemplo, o desejo sexual que pode nos atormentar, em busca de amores impossíveis e contrários à ética cristã. Mas não é só a sexualidade que pode nos colocar em estado improdutivo. Também o desejo irrefreável do dinheiro, a “cobiça dos olhos”.

O mesmo se diga, com mais ênfase, sobre o desejo de prestígio a todo custo, da fama (muitas vezes não merecida), da perseguição contra pessoas que atrapalham. Jesus advertiu: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 21).

Os desejos amorosos de um casal, em santa união, podem ser poderosas alavancas para a concretização de sua vida familiar. Tais sentimentos se tornam convergentes. Lembro-me aqui também dessas almas privilegiadas, que envidam todos os esforços nas obras sociais. Ou mesmo, daqueles que querem ocupar posições de realce na sociedade, para fazer o bem e melhorar as condições do povo. Mas de forma alguma posso esquecer aquelas almas mais sublimes, como São Paulo, que se aproximam de Deus e não dividem seus desejos com falsos ídolos. Tais pessoas são os “puros de coração” cujos desejos estão fixados no essencial.

Esse é o ajustamento que todos devemos procurar. Jesus previu isso: “Eu, uma vez levantado [na cruz], atrairei todos a mim” (Jo 12, 32).

 Dom Aloísio Roque Oppermann scj

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Obedecer primeiro a Deus

Padre Fabrício

É importante que a nossa participação na liturgia da Igreja não fique restrita apenas a um único dia. Quando o cristão vai participando da liturgia, a cada dia ele vai entendendo o desenrolar dos acontecimentos bíblicos.

Hoje, temos a sequência, na primeira leitura, do que aconteceu com os apóstolos após sua libertação da prisão. Eles foram ao Templo após terem sido libertos pelo anjo do Senhor, que lhes deu a seguinte ordem: “Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver” (cf. At 5,20).

A primeira característica de um apóstolo é ser um homem obediente. Os apóstolos obedeceram à ordem que o anjo lhes deu de pregar no Templo assim que saíssem da prisão.

A leitura de hoje é o que ocorre após este fato. Os apóstolos são novamente presos e conduzidos ao Sinédrio. Esta passagem mostra o Sumo Sacerdote como alguém que faz parte do partido dos saduceus. E isso é importante, pois os saduceus eram aqueles que não acreditavam na ressurreição dos mortos. Pedro, então, diante das ameaças daqueles homens, vai dar uma resposta que “bate de frente” com aquilo que os saduceus ensinavam:

“Naqueles dias, eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz” (At 5,27-30).

A grande surpresa é a resposta de Pedro, daquele que outrora negou Jesus por três vezes. Ele toma a frente diante das acusações dos saduceus e diz: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens”. E ele vai dar testemunho da ressurreição, porque Pedro sabia que isto era algo que incomodava àqueles homens.

Para um testemunho de defesa ser tido como válido era preciso duas testemunhas. E Pedro vai afirmar: “E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. (At 5,32)

Olha aí o testemunho válido de duas testemunhas! O próprio Espírito Santo vai apoiar, confirmar o testemunho dos apóstolos.

O caminho para a ação do Espírito Santo é a obediência. A crise do mundo não é uma “crise de obediência”, mas sim uma crise em saber escolher o que é a prioridade. Nós obedecemos os horários de trabalho, o pagamento daquilo que é devido e assim por diante, mas o problema é a nossa falta de capacidade em saber escolher aquilo que é prioritário em nossa vida.

O grande problema não é que não obedecemos, mas sim em querermos obedecer àquilo que nos convém. Existe atualmente um povo, um segmento, um grupo que quer nos proibir de obedecer a Deus por primeiro. Eles dizem: “Que besteira esta coisa de obedecer a Deus! Você tem que ser feliz fazendo a sua vontade”.

 
 

‘A primeira característica de um apóstolo é ser um homem obediente’
E o Evangelho de hoje nos diz que quem rejeita ao Filho não tem a vida eterna. Imagine você chegando aqui na Canção Nova, sendo muito bem-vindo e alguém, então, proíbe o seu filho de entrar com você? Você ficaria aqui se isso acontecesse? É evidente que não! Qual o pai ou a mãe que consegue ser simpático com alguém que não acolhe os seus filhos?

O mesmo se dá conosco muitas vezes, pois aceitamos os mandamentos de Deus “em parte”. Aceitamos Jesus pela metade. Dizemos: “Eu sou cristão, mas não aceito certas coisas que Jesus disse”. Isso é o mesmo que “serrar” o Filho pela metade!

A ira de Deus permanece sobre aquele que rejeita Seu Filho. Aceitar o Filho não é somente dizer “eu acredito em Jesus”, mas é receber o “pacote completo” e não ficar com somente aquilo que Jesus ensinou e que lhe convém! Não existe uma terceira coluna. “Eu acho que sou cristão” ou “Eu acho que não sou”. Isso só traz falta de paz e insegurança. Como você acha que o Pai se sente ao ver-nos rejeitando o Seu Filho?

Aceitar Jesus pela metade é o mesmo que rejeitá-Lo. Quantos de nós sofremos na vida, porque vamos aceitando tudo pela metade. Quantos estragam o próprio casamento, porque o aceitam somente pela metade. Não assumiram o matrimônio por completo com todas as suas alegrias e exigências.

Há muitas pessoas por aí que “faz-se de infeliz”, mas continua buscando a felicidade. A liturgia de hoje mostra o que a obediência é capaz de fazer na vida de um infeliz. É o Salmo de hoje: “Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido”. Você não quer ser ouvido por Deus? O grito, aqui, não é um sinal de histerismo, mas sim um pedido de socorro. Na “hora do aperto”, nós abrimos a boca e berramos mesmo. Este é o grito das nossas necessidades.

Olha que maravilha: este infeliz deixou de ser infeliz. E sabe por quê? Porque ele falou com Deus. Mas e quanto a nós? O que fazemos quando passamos por problemas? Muitos vão ao bar ou fofocar com a vizinha sobre as suas angústias, mas o infeliz que está neste Salmo decidiu-se por falar com Deus. Eu prefiro ser um infeliz que é ouvido por Deus do que um “feliz” que está aí de braços cruzados, sem ter quem o escute, pois está gritando para o lado errado. É feliz quem tem o seu refúgio em Deus! E o Senhor, aqui neste Salmo, liberta este infeliz de todas suas angústias. Quantos de nós temos e conhecemos pessoas com o coração atribulado. E o Salmo aqui diz que o Senhor está perto daquele que tem o coração atribulado.

‘Você tem de ser feliz fazendo a vontade de Deus’

Você conhece alguém que não tem alma? Porque o desanimado é aquele que não tem alma. Aqui do lado da nossa chácara [sede da Canção Nova] tem um cemitério. É ali que estão os desanimados. O desânimo é um ensaio para a morte. E Jesus não suporta alguém morto. Basta Ele se aproximar do morto que ele ressuscita.

Atenção desanimados! Aquele que rejeita o Filho não tem a vida eterna e a ira de Deus permanece sobre ele. E quando a ira de Deus permanece sobre alguém é impossível que esta pessoa seja feliz. A Palavra de Deus é um convite a nos animarmos em Deus. Buscamos a felicidade em tantas coisas e esquecemos que hoje Deus nos dá esta receita para a felicidade.

Corte de seu vocabulário a palavra “desânimo”. Tire de vez do seu linguajar os palavrões, as maldições, as palavras fúteis. Grite para Deus pois Ele ouve aos infelizes.

Precisamos hoje fazer esta experiência de colocar Deus em primeiro lugar, porque sempre teremos sofrimentos na vida, mas quando Ele permanece conosco, ao nosso lado, tudo se torna mais fácil e mais simples.
Jesus tem o poder de ressuscitar. E hoje Ele quer ressuscitar também aqueles que estão vivos, mas que vivem como mortos por causa do desânimo.

Transcrição e adaptação: Alexandre de Oliveira

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O Caminho do Amor não é o mais Fácil

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É preciso disposição para mudar de vida

Nesta Quaresma, celebramos algo que acontece, se atualiza e se manifesta. É vivo. Jesus veio para nos salvar e não para nos condenar. Essa luz e verdade, que é proclamada. Mesmo que exista incredulidade e resistência, Cristo nunca deixa de proclamar a verdade. Mas, para isso, precisamos viver esse tempo de prova e preparação. A experiência cristã nos convoca a essa realidade. Se a Palavra de Deus não permanece em nós, fazendo morada, a dureza do nosso interior, as incoerências e insensibilidades não cessam nunca.

Muitos daqueles que perseguiam a Jesus, buscando um motivo para condená-Lo, ouviram a Palavra de Deus, mas não buscaram mudança de vida. Até mesmo a Palavra que eles diziam observar, não estava no profundo do interior deles, não fazia morada neles.

“Se minha Palavra não permanecer em vós não podereis ser meus discípulos” (cf. Jo 8,31).

Permanecer, para São João, é experimentar Cristo. É ser verdadeiro discípulo. Morada lembra casa, que lembra intimidade, familiaridade. Aquele que traz a Palavra em seu interior torna-se alguém que tem intimidade com Deus.

Nesta Quaresma precisamos refletir sobre isso. Como está nossa relação com o Senhor? A Palavra de Deus encontrou morada em nós?

Quando você for se confessar, pergunte-se isto: você quer simplesmente apresentar os pecados ao sacerdote ou quer mudança? Só apresentá-los não basta. É preciso querer a mudança, senão, nada acontece. E vai ser apenas mais uma Quaresma. Contudo, é preciso disposição para mudar de vida. Pensar em “como” essa mudança vai acontecer de forma prática. A conversão maior é deixarmos todo desamor para assumir Deus, que é amor.

Sem experiência de amor não consiguimos deixar o desamor. Só existe fidelidade para o coração que ama e se deixa amar por Deus.

Em Êxodo está escrito que trocaram o Deus verdadeiro. E quantos de nós ainda estão adorando seus pecados, suas feridas? Pois, enquanto não aderirmos ao Deus verdadeiro, continuaremos perdidos, adorando outras coisas, e não adorando ao verdadeiro Deus, o essencial.

É no coração que está o centro das decisões, onde acolhemos o testemunho do Senhor. Quem rejeita Jesus, rejeita o Pai. Quem testemunha é o Pai. Não basta ver as obras, ler as Sagradas Escrituras, é preciso que a Palavra habite em nós. A Palavra precisa habitar em você para que aconteça a experiência verdadeira com o Senhor.

Mesmo diante da desobediência, o Senhor não desiste de nós. Ele está à sua espera. O Reino de Deus só se constrói na paciência. Quem não sabe esperar, erra.

Em Êxodo, lembramos o episódio daquele povo que, cansado com a situação enfrentada, resolve partir para a idolatria. Não são poucos os que hoje, diante das situações da necessidade de esperar, abandonam a Deus e buscam as soluções humanas em vez de esperar as promessas do Altíssimo. Essas pessoas jogam as promessas do Senhor fora, porque não sabem esperar.

Avalie, na sua vida, situações nas quais você cometeu erros, porque não quis esperar. Você se desesperou e errou. Até quando vai ser assim? Até quando vamos ser imediatistas e não vamos esperar no Senhor?

Precisamos aprender a esperar. Aprendamos com a Sagrada Escritura, com o Senhor, a ter um coração paciente. “Eu não entendo, mas eu espero”. Precisamos saber esperar. Quando não se espera, a rebelião interior e exterior acontece por causa do desespero. E tomado por esse sentimento ninguém toma boas decisões. Na tempestade, não há outra coisa a fazer a não ser confiar que o Senhor está na “barca”. E se Ele ali está não há o que temer. Porque Ele tudo pode. Ele está conosco! É preciso a experiência de confiança. Só crescemos na confiança com aquilo que conhecemos. E conhecer é experiência. É saber que o Senhor é íntimo, é próximo.

Eu preciso decidir a vida, além das minhas feridas. Preciso decidir a vida no amor. É isso que Jesus fez todo o tempo. Decidiu além daquilo que fizeram a Ele. Mesmo chagado, Ele perdoou, porque decidiu no amor e não nas feridas. Pois a caminho do amor não é o mais fácil, mas é o que gera redenção e nos transforma.

Padre Eliano
Fraternidade Jesus Salvador

Extraído de www.cancaonova.com

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Falta-nos coragem para trilhar o caminho que nos leva à felicidade

Hoje, a Palavra de Deus nos foi dirigida com carinho, mas também com responsabilidade. Antes de nos debruçarmos como pesquisadores da Palavra, precisamos fazer a experiência com ela, pois a Palavra de Deus nos conduz a uma resposta concreta: estar com Ele ou contra Ele.

Na leitura, Jesus nos dá uma ordem que precisa ser obedecida: “Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes (Jeremias 7,23). É importante termos consciência da aliança que estamos fazendo com Deus e que ela está de acordo com a iniciativa d’Ele.

Todos nós queremos ser felizes, o que nos falta é coragem para trilhar o caminho que nos leva à felicidade. A proposta de felicidade começa no ouvido. Preste atenção e veja como a palavra ouvida tem por destino o coração que nos faz obedecer a Cristo.

Se os seus ouvidos estão acostumados aos barulhos das novelas, a sua felicidade vai ternimar no último capítulo. Daí, você tem de ir para outra novela para ter novos momentos de felicidade. Mas hoje somos chamados a educar nossos ouvidos e nosso coração. Porém, na leitura de hoje também vemos que o povo não quis ouvir o Senhor: “Mas eles não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para a frente” (Jeremias 7,24).

Quantos de nós estamos vendo nossas famílias caminhar para trás e experimentamos em nossa própria carne a regressão dqueles que amamos! Diga-me o que você escuta, o que a sua casa escuta, que eu lhe digo se estão andando para frente ou para trás. O povo escolheu ficar surdo, tampar os ouvidos para não ouvir as Palvras da verdade. Andar para trás é ver que o casamento está acabando, que a intimidade com os filhos está regredindo. Por isso o Senhor nos diz: “Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção” (Jeremias 7,28). Isso é muito grave, porque tudo o que ouvimos vai ao nosso coração.

“Se os seus ouvidos estão acostumados aos barulhos das novelas, a sua felicidade vai ternimar no último capítulo”

Se não abrirmos os nossos ouvidos, começamos a engolir coisas que não nos deixam andar para frente. Ouvido aberto com coração fechado não adianta nada. Abra coração para fazer essa experiência, porque a palavra que cai num coração fechado, é palavra jogada ao vento.

Cristão que vem para a Igreja, mas a Palava não chega ao seu coração, volta para casa vazio.

Que o Senhor nos cure de nossa surdez, da surdez de nosso coração. Há pessoas que escutam uma briga na casa do vizinho, mas não escutam o Senhor que está falando dentro de sua própria casa.

Sabe quando uma família começa a se dividir? Quando ninguém mais se escuta dentro desta casa, quando o pai ou a mãe tem de gritar. Quando um coração está perto, falamos baixo, mas quando o coração está longe, nós gritamos. Estou falando dos gritos que agridem, de palavras que, quando ditas aos gritos, machucam o coração. Quanta família destruída, porque o marido esqueceu-se de descobrir sua esposa a cada dia.

Se os seus ouvidos estão sendo treinados com porcaria, você não vai ouvir a voz de Deus, porque Ele não vai gritar com você; ele vai falar com carinho até mesmo na hora de lhedizer ‘não’.

Hoje, Deus nos propõe uma aliança. Quer estar com Ele? Então, aprenda a ouvi-Lo.

Extraído de www.cancaonova.com
Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso
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O Caminho da Reconciliação

Pregar a reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança vão ganhando espaço nos corações, é uma grande e difícil tarefa! Na maioria das vezes o gosto é amargo, mas não é impossível!

Reconciliação significa realizar um acordo entre as partes numa comum unidade e entendimento.

Porém, o verbo grego tem uma força de expressão maior: indica a passagem de um estado para outro.

Apresento aqui duas formas de reconciliação: Com Deus e com os irmãos (pai, mãe, filhos, amigos, cônjuges, vizinhos…). A reconciliação com Deus é sempre necessária e urgente. Reconciliar-se com o Senhor, deixar-se fazer novamente amigo d’Ele! Experimentar a misericórdia de d’Ele, deixar que Ele exercite em mim a Sua misericórdia!

Na verdade, todos nós necessitamos de misericórdia. Necessitamos dela por causa das nossas grandes responsabilidades, assim como por causa da nossa fraqueza e miséria moral. Mal podemos dar três passos sem errar algum.

Aprendamos a usar o caminho privilegiado da reconciliação, que é o sacramento da confissão, como sinal sagrado instituído por Cristo para perdoar os pecados mortais e para incrementar a graça santificante.

Também podemos falar a Deus, quando nosso coração está pesado e sem motivação; quando estamos tristes ou preocupados. São atos simples, que podem ser feitos em qualquer lugar e que mantêm a nossa alma orientada para o Senhor. Eles nos preparam para uma boa e sincera recepção do sacramento da Penitência.

A reconciliação com nossos irmãos é essencial. É a oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Com certeza, não haveria verdadeira reconciliação com Deus se não houvesse um perdão sincero pelas faltas dos nossos próximos. Olhando para a Parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15, 1ss), a atitude do filho mais velho é altamente significativa. Ele também tinha necessidade de se reconciliar com o coração de seu pai. Apesar de estar fisicamente próximo, espiritualmente estava muito longe e precisava da misericórdia do Pai.

Podemos dizer que o filho mais velho descobre a misericórdia do Pai vendo a misericórdia deste para com seu irmão. Faz-se, por assim dizer, participante da misericórdia do Pai.

Se hoje você enfrenta esse grande desafio interior de perdoar, creia e dê o passo. Perdoar e se reconciliar é experimentar um pouco de Deus! Sentir o gosto bom da presença d’Ele em nós! É a sensação de vitória, de bem-estar por ter vencido um obstáculo…É vivência de uma obra nova dentro de nós!

Tenha a disposição interior de perdoar e depois disso, dê um passo, faça um gesto concreto.

Perdoar é libertação para o coração, para a alma. Não tenha medo!

Texto de  Paulo Vítor – Extraído do Site da Canção Nova

 

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FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER

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“Jesus estava nas bodás de Caná da Galiléia, mas para que as águas se transformassem em vinho foi preciso fazer aquilo que Jesus disse.  Não basta querer Jesus por perto. É preciso fazer o que Ele diz, como nos indicou sua mãe Maria.  Jesus pode estar por perto e mesmo assim o vinho acaba. Por isso muitos servos se afastam. O vinho acabou porque Jesus estava apenas por perto, mas deixaram de cumprir a vontade de Jesus. Todos nós corremos este risco.”

Padre Sérgio Luiz – @padresergioluiz

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