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Precisamos dizer NÃO à Iniquidade Legalizada

 

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Tarde TE amei

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“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!”

 

Trago para você um trecho das Confissões de Santo Agostinho. O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te fizeste meu auxilio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terrena e evidente para todo o ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto. Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem estava como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudaras em ti como alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”.

E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2,5), que é Deus acima de tudo, bendito entre os séculos (Rm 9,5)Ele me chamava e dizia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à minha carne, pois o verbo se fez carne (Jo 1,14), para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. E ai te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existisse em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.

Dos livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 7,10. 18; 10,27: CSEL 33,157-163.255) (Séc. V).

Ó luz e verdade do meu coração, que as trevas em mim não gritem mais alto!
Errei, mas voltei, lembrei-me de vós.
Eis que volto à fonte, cansado e sedento.
Não sou eu minha vida, pois por mim vivi mal; mas em vós eu renasço.
Errei, mas voltei, lembrei-me de vós.
Eis que volto à fonte, cansado e sedento.

A vida de santa Mônica e de santo Agostinho é uma grande prova do amor de Deus e de que“Tudo pode ser mudado pela oração”. Por isso, devemos nos unir a infinita misericórdia de Nosso Senhor e interceder pelos nossos familiares, esposas pelos maridos e filhos, pais, pelos filhos e tudo que concerne a nossa vida.

Oração: Tarde te Amei!

Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova,
Tarde vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez!
Brilhastes cintilantes, e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes perfume: Respirei-o suspirando por Vós.
Tocastes-me e ardi no desejo de Vossa paz!
Só na grandeza de Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança.
Daí-me o que me ordenais, e ordenai-me o que quiserdes.

Renovai ó Deus, na vossa Igreja aquele espírito com o qual cumulaste o bispo Santo Agostinho para que, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira sabedoria, e só a vós busquemos, autor do amor eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

Santo Agostinho rogai por nós!

Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova.

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Consciência: a voz de Deus

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A ruína do homem vicioso é se tornar insensível

O Antigo Testamento deixa claro o conceito de consciência. Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus eles se esconderam “longe da face do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (cf. Gn 3,8). A consciência deles os alertou sobre algo errado que eles haviam cometido. Lemos no Livro de Samuel que “Davi sentiu remorsos de consciência e disse a Deus: ‘pequei gravemente com o que fiz; mas agora, ó Senhor, perdoai, vos rogo, a culpa de vosso servo, porque procedi muito nesciamente’” (2 Sm 24,10).

No Novo Testamento encontramos o termo “consciência” 15 vezes. A Carta aos Hebreus, por exemplo, aconselha a que nos aproximemos de Jesus, Sumo-sacerdote “com intenção sincera, cheios de fé, com o coração purificado da má consciência” (cf. Hb 10,22). São Paulo, na Carta a Tito, asseverou: “Para os puros tudo é puro; para os corruptos e para os incrédulos nada é puro, porque a sua inteligência e sua consciência estão contaminadas” (Tito 1,15).

Grandes teólogos definiram a consciência como a “voz de Deus”. Isso é profundamente bíblico, porque a consciência é “teônoma”. Ela transmite a lei divina e concomitantemente oferece condições para se julgar um ato realizado ou por realizar da parte do ser racional com todo o discernimento. Diz Paulo aos Coríntios: “Minha consciência, é verdade, de nada me acusa, mas nem por isso estou justificado; quem me julga é o Senhor” (1 Cor 4,4). Sempre que este apóstolo se refere à consciência, realmente, ele menciona Deus (cf. 2 Cor 4,2) ou o testemunho do Espírito Santo (cf. Rm 9,1). Este texto do apóstolo dos gentios é também elucidativo: “Pois bem, esta é a nossa ufania: o testemunho da nossa consciência, de que temos procedido no mundo, e de modo particular para convosco, com a simplicidade e sinceridade que vêm de Deus, não com a sabedoria humana, mas com a graça divina” (2 Cor 1,12).

Que Deus ilumina a consciência e nos fala por meio da consciência é certo, pois o Altíssimo sonda os rins e os corações (cf. Jr 11, 20;17,10). Davi suplica: “Cesse a maldade dos iníquos, e amparai o justo, vós, Deus, justo, que perscrutais o coração e as entranhas” (Sl 7,10). Diz ainda o salmista ao se dirigir ao Onisciente Senhor: “Vós examinais o meu caminhar e as minhas paradas e todo o meu proceder vos é familiar.[...] Por trás e pela frente, vós me envolveis, e me fechais na vossa mão” (Sl 139, 3..5). Eis por que o remorso da consciência é consequência da não aceitação dos recados divinos. Entretanto, a última ruína do homem vicioso é a de se tornar insensível ao remorso. Santo Agostinho advertia: “A tudo podes fugir, ó homem, salvo da tua consciência. Se os pecados te roem a alma, não encontrarás no teu interior recanto algum em que te possas refugiar”. Isso porque houve uma ruptura entre o ser contingente e o Ser Supremo, um rompimento da aliança e harmonia que devem existir entre a vontade submissa à razão e esta ao Espírito que ilumina.

Feliz aquele que pode então repetir com Jó: “Em consciência, não tenho que me arrepender dos meus dias” (Jó 27,6).

Por mais interiorizada que seja a consciência, ela tende, com efeito, a avaliar o mistério de Deus através do conhecimento que tem da Sua vontade expressa na Lei. O que vale, naturalmente, para o batizado é deste modo a pureza de intenção, ou seja, o esforço contínuo, sincero, sem dubiedades de se sujeitar aos desígnios de Deus, que lhe fala, persistentemente, por meio de sua consciência. É o Espírito infundido nos corações que assim torna livre o cristão, uma vez que este se liberta da escravidão do pecado, do mundo, das veleidades terrenas. Trata-se do julgamento reflexo e autônomo que flui lá do íntimo do coração sintonizado com seu Senhor. São Paulo aconselhava a Timóteo a ter um coração puro, boa consciência e fé sincera (cf. 1 Tm 1,5).

E asseverava aos romanos: “Tribulações e angústias sobrevêm à alma de todo o homem que praticar o mal” (Rm 2, 9). Podia garantir que “a glória do homem virtuoso é o bom testemunho de sua consciência” (2 Cor 1). Não existe, realmente, nada mais precioso do que a boa consciência, que é o aplauso de Deus lá dentro de cada um. Os franceses têm um ditado maravilhoso sobre o assunto: “O melhor travesseiro é a boa consciência”.

Para concluir nada melhor as palavras do sábio Cardeal Newman: “Consciência é a voz de Deus no coração do homem”.

 Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

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As armas contra as tentações do inimigo

 

Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido, louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.

Se olharmos Colossenses 2,15, Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino. E a experiência de muitos é esta: “Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?”

Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranqüila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus Cristo. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Tanto mais eu “subo a montanha”, tanto mais descubro que as dificuldades são grandes. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até mesmo os santos o foram.

Não estranhe se, vocês que seguem a Jesus, começam a sentir mais problemas, mais ataques. Isso não é motivo de nos levar a uma crise. Não temos motivo para temer o inimigo, pois ele já foi derrotado. O demônio é que tem de ter medo de você, de mim. A razão é simples. Porque nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino. Ele tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva, tem ódio por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. Ela faz tudo para nos enganar, para que possamos voltar desencorajados, desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.

Mas tem uma coisa, uma técnica que ele usa frequentemente para nos atacar. É o desânimo, o desencorajamento. Ele também usa essa “carta do baralho” com os santos. O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de ir em frente.

Vamos olhar para padre Pio de Pietrelcina. Quando um analista do Vaticano disse que ele era um psicopata, este santo entrou numa crise tremenda. Ele olhou para os estigmas dele e se questionou se tudo era falso. Madre Teresa de Calcutá, no seu leito de morte, também viveu uma grande crise ao sentir o amor de Deus longe dela. O bispo teve de enviar um exorcista até ela e convencê-la de que aquele sentimento de não amor não vinha de Deus.

É muito normal que também nós vivamos esses momentos de crise. Seguir Jesus num momento de entusiasmo é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento, isso sim é difícil. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansiedade, tristeza. É nosso papel lutar contra essas táticas que ele usa para nos desanimar. A tática que ele também usa é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.

O maligno diz que por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são relacionadas ao sexo, ao sentimento de raiva, ódio. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Eu posso tentar vencer esse mal pelo poder que vem do Alto, do Espírito Santo. O inimigo faz de tudo para que eu saia do caminho da vontade do Senhor. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo que elas Lhe pertenciam. A tentação do inimigo a Jesus era muito atraente. O Pai dizia para Jesus ir para a cruz e o inimigo pedia para ele desobedecer ao Pai e ter aquelas cidades. Mas Cristo diz: “Afasta-te de mim, satanás. Eu adoro somente ao Pai”.

Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas não precisamos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante da Eucaristia, porque ela é sinal de humildade, enquanto o maligno luta para ter poder. Uma outra arma forte contra o inimigo é o sacramento da confissão. Este sacramento é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.

O maligno tem medo da Santíssima Virgem Maria. Numa de minhas orações de exorcismo, quando eu falei o nome de Maria, uma mulher possuída disse, numa língua em latim, a qual ela não conhecia, por meio do inimigo: “Não mencione este nome!”. Ele disse que tem muito medo da humildade de Nossa Senhora. Temos de guardá-la como nossa Mãe.

Momentos de desânimo podem acontecer em nossas vidas. Quando isso acontecer se agarre a Maria. Não tenha medo do inimigo. Não desanimem com as ondas revoltas do mar, porque a vitória é nossa! Uma vez que Jesus derrotou o inimigo, com Jesus, nós também o derrotaremos.

Extraído do site:  Últimas e Derradeiras Graças – http://www.derradeirasgracas.com/ -

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Na Oração Deus se Revela

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O Espírito Santo não entra no coração de uma pessoa perversa

Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar; se tomar sol você vai sofrer as consequências dele. Com Deus acontece algo semelhante, ninguém se coloca na presença d’Ele sem ser beneficiado pela Sua presença, as marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis. Irreversíveis para a nossa salvação. Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo Ele nos dá liberdade. Nunca Nosso Senhor pensou em trazer você para perto d’Ele para limitar a sua liberdade. Se Deus Pai não quisesse que fôssemos livres, por que ele teria nos criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida por nossa própria culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelo nosso pecado e pelos vícios que entraram em nossa vida, nós ficamos debilitados. Foi para sermos livres que o Pai do céu enviou Jesus. Deus Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarrava.

É para que eu seja uma pessoa livre que Jesus Cristo me libertou, não para eu viver como um escravo, mas para que eu tenha liberdade! Cristo amou você, morreu em uma cruz por sua causa para que você não seja escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo, para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade.

Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e dizer. Quando você se põe a rezar, você esparrama o seu coração. Deus sabe separar as nossas loucuras e as nossas verdades. O Senhor sabe quando não estamos bem e o momento da oração é a hora de colocarmos todas as nossas perturbações na presença d’Ele. Quando você reza Deus Pai o refaz e o Espírito Santo o cura e o liberta. Rezar é você desnudar sua alma na presença de Deus ao se abrir a Ele. Quando voce reza, você está se pondo na presença do Altíssimo e assim será curado.

Quando você tira a roupa diante do espelho você vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando caem as nossas “roupas”, espiritualmente falando e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração, não conseguimos ignorá-las, porque nesse momento Deus nos revela uma por uma para nos curar. No momento em que o Senhor nos mostra quem nós somos, Ele também mostra quem Ele é.

No momento em que você conhece ao Criador você conhece a si mesmo. Por isso que rezar não é coisa para qualquer um. Na oração, Deus se revela a mim, mas Ele também me revela a mim mesmo. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la. Ninguém conhece ao Todo-poderoso sem antes entrar no próprio coração.

Na oração nós aprendemos a ouvir ao Senhor. Não existe ninguém que tendo rezado Deus não o tenha respondido. E se Ele não o faz diretamente, Ele vai fazê-lo por meio de uma pessoa ou de um fato. Mas que Ele responde Ele responde. Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida. Ele projetou um caminho de felicidade para nós.

O Espírito Santo não entra no coração de uma pessoa perversa. O Paráclito não habita em um corpo que está sendo usado para o pecado. Nós podemos ter muito conhecimento, conhecimento você adquire com estudo, mas sabedoria quem dá é Deus. Uma pessoa perversa pode ter qualquer coisa, menos sabedoria.

O que é errado é errado hoje, foi errado ontem e será errado sempre! Não é porque a modernidade está aí que o que era errado deixou de sê-lo. Talvez o que você precise hoje seja abrir mão desta pendência que está dentro de você. Quem quiser receber de Deus uma resposta, quem quiser conhecer a Deus e a si mesmo precisará lutar pela sua pureza. O maligno tem pavor de gente que vive a purez! Muitas graças lhe são dadas porque o Espírito Santo se achega ao homem que vive a pureza.

O Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo tem poder de nos purificar. Pela força da santa cruz todo o mal é vencido! Queira viver a pureza.

Texto de Márcio Mendes – Missionário da Comunidade Canção Nova 

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O MAL VEM PREENCHER UM VAZIO

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«Observei muitas vezes que as pessoas mais críticas são aquelas que têm em si um grande vazio espiritual. Chego a perguntar-me se determinadas pessoas não sentem necessidade de fabricar inimigos para poderem exisitir, precisamente por ser enorme o seu vazio interior…

Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.
Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.
Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.

Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»

Jacques Philippe, em “A Liberdade Interior”

Extraído do Blog – Conhecer e Seguir Jesus de Paulo Costa

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Como Amei?

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Mateus dá-nos uma descrição clássica do Juízo Final:
o Filho do Homem senta-se num trono, e separa, como um pastor, os cabritos das ovelhas.
Neste momento, a grande pergunta do ser humano não será:”Como vivi?”
Será, isso sim: “Como amei?”

O teste final de toda busca da Salvação, será o Amor.
Não será levado em conta o que fizemos, em que acreditámos, o que conseguimos.
Nada disso nos será pedido. O que nos será pedido: será a maneira de amar o próximo.

Os erros que cometemos nem sequer serão lembrados.
Seremos julgados pelo bem que deixamos de fazer.
Pois manter o Amor trancado dentro de si é ir contra o Espírito de Deus, é a prova de que nunca O conhecemos, de que Ele nos amou em vão, de que Seu Filho morreu inutilmente.

Deixar de Amar significa dizer que Deus jamais inspirou os nossos pensamentos, as nossas vidas, e que nunca chegámos junto Dele o suficiente para sermos tocados pelo seu deslumbrante Amor. Significa que: “eu vivi por mim mesmo, pensei por mim mesmo, por mim mesmo, e ninguém mais como se Jesus jamais tivesse vivido, como se Ele jamais tivesse morrido.”

É diante de Deus que as nações do mundo serão reunidas. É na presença de todos os outros homens que seremos julgados. E cada homem julgar-se-á a si mesmo. Ali estarão presentes aqueles que encontramos e ajudamos. Ali também vão estar aqueles que desprezamos e negamos. Não há necessidade de chamar qualquer Testemunha, pois a nossa própria vida se encarregará de mostrar, na frente de todos, o que fizemos.
Nenhuma outra acusação – além da falta de Amor – será proferida.

Não se enganem; as palavras que neste Dia ouviremos não virão da teologia, não virão dos santos, não virão das igrejas.
Virão dos famintos e dos pobres.
Não virão dos credos e das doutrinas.
Virão dos desnudos e desabrigados.
Não virão das Bíblias e dos livros de orações.
Virão dos copos de água que damos ou deixamos de dar.

Quem é Cristo?
É aquele que alimentou os pobres, vestiu os nus, e visitou os doentes.
Onde está Cristo?
“Todo aquele que receber uma criancinha destas em meu nome, também me recebe.”
E quem está com Cristo?
Aquele que ama.

“O Dom Supremo”, Henry Drummond

Extraído do Blog: Conhecer e Seguir Jesus de Paulo Costa

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Você já experimentou o Amor de Deus?

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Quem não tem experiência de amor, de amar ou ser amado por alguém? Qual é a pessoa que mais te ama ou amou na vida? Você pode me responder: minha mãe, ninguém me amou mais que minha mãe; outro pode dizer, foi o meu pai, o seu amor firme mais concreto me ajudou a formar o meu caráter. Outros ainda podem dizer, foi minha avó com a sua ternura e misericórdia, meu marido, minha esposa, ah são meus filhos…

Leia e escute o tema anterior: Tempo de clamar o Espírito Santo sobre nós!

Deus te ama com amor forte de pai: “Mesmo que as serras mudem de lugar, ou que as montanhas balancem meu amor para contigo nunca vai mudar, minha aliança perfeita nunca há de vacilar — diz o SENHOR, o teu apaixonado”. (Cf. Isaias 54,10)

Deus te ama com amor terno e incondicional de mãe: Sião vinha dizendo: “O SENHOR me abandonou, o SENHOR esqueceu-se de mim!” Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei! (Cf. Isaias 49,15-16).

Deus ama você com amor forte e firme de pai e amor terno e misericordioso de mãe e o melhor esse amor nunca acaba, é incondicional, ou seja, independe de você ama-lo ou não, ser bom ou ruim, ser preto ou branco, rico ou pobre, mulher ou homem. Deus te ama porque você é seu filho: De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!” (cf. Rm 8,16-17).

Deus sempre tomou iniciativa em nossas vidas, quem ama se antecipa, percebi, observa, vai ao encontro, nos carrega com ele: “Nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4,19).

Mesmo vivendo no pecado, contra Deus, negando-o, virando as costas pra Ele, o seu amor é imutável, mesmo no pecado Deus te ama! Onde, porém, se multiplicou o pecado, a graça transbordou” (Romanos 5,20). Essa graça é o amor de Deus por você, a única coisa que Deus não pode fazer é DEIXAR DE TE AMAR!

Tem gente que tem dificuldade para dar e receber amor, pelas situações que viveram na vida, traumas, desamor dos pais, indiferença, traições, desconfia de tudo e de todos e isso tudo pode nos impedir de experimentar o amor de Deus, por isso, deixe-se amar por Ele. Deixe que o Seu amor cure as tuas feridas, saiba que existe Alguém que cuida de você e te ama com amor eterno: lá de longe o SENHOR lhe apareceu: “Eu te amo com amor de eternidade; por isso, guardo por ti tanta ternura! Vou reconstruir-te, serás restaurada, virgem Israel. De novo pegarás o pandeiro e sairás dançando alegremente” (Jeremias 31, 3-4).

“Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti” (Isaias 43,4).

O Amor de Deus é o nosso primeiro passo num caminho que começamos a trilhar agora, num Seminário de Vida no Espírito Santo, com um tema apresentado aqui no Seminário de vida on line.

São João ensina que “Deus é Amor” apresentando-nos Deus em Sua essência.

E tudo o que criou, o fez com este Amor que é Ele mesmo, viu que era muito bom: Gn 1 e 2.

Isto nos ajuda a compreender que Deus ama em tudo o que fez e faz; que é Amor concreto, especialmente manifestado em Seu Filho, Jesus Cristo, que se entregou à morte por todos nós, quando nem ainda o conhecíamos.

Sobre este Amor, e para que se torne uma experiência também concreta em nós, precisamos saber que é incondicional, pessoal, irreversível, onipresente, insubstituível e universal, entre tantas outras riquíssimas realidades.

É incondicional, porque absolutamente não existem condições impostas à sua presença. A verdade é que não precisamos ser bons, perfeitos, puros, boas pessoas, santos ou qualquer outra coisa boa, justa, correta para que o recebamos. É, portanto, incondicional!

É pessoal, porque para Deus não existem 6.000.000.000 de pessoas no planeta. Cada um é como o inteiro universo, por quem Ele entregaria Seu Filho à morte e para quem Ele criaria todo o mundo, se preciso fosse, de novo!

É irreversível, porque nunca volta atrás, não desiste mesmo que esqueçamos Sua presença. É sinal de que está sempre em nós, dentro e fora de nós, esperando por nós, a nosso dispor para que nos deixemos amar.

É onipresente, porque em tudo está! É que o Amor é o próprio Deus que em todas as circunstâncias está presente e assim nos ama e envolve de Amor toda a nossa vida. É um pacto de Amor!

É insubstituível, pois nada pode tomar Seu lugar! Porque é o Amor que criou o céu, a terra e tudo o que existe na terra e no universo. Não pode ser substituído por nada, pelo fato de que nada a ele se iguala!

É universal, porque existe para todos, sem exceção! Para Seus filhos, para os que estão perto e longe, dentro e fora de Sua Igreja, portanto, para os de todas as raças e credos, cores e culturas!

É claro que saber de tudo isso nada vale se não fizermos esta experiência de Amor!

Rezemos assim: Meu Deus, hoje abro meu coração e toda a minha vida para que Tu me ames. Através de minha livre vontade e por causa da necessidade de Amor, eu aceito que Tu me ames e manifestes em mim o Teu Amor. Vem, meu Deus! Podes me amar! Mesmo que minha historia tenha sido de desamor e muito sofrida, mesmo que eu não tenha experimentado amor de pai aqui da terra, mesmo que hoje por causa de decepções e traições eu não acredite mais no amor. Eu quero e abro o meu coração ao teu amor de Pai e quero te amar com amor de filho. Obrigado, meu Deus, Assim seja.

“Não sabeis que sois templos de Deus que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3,16). 

Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova

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Ajustando os Desejos

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‘Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração’

 

Faz parte da vida humana estar, muitas vezes, sob a influência de fortes desejos. Tais estados de alma podem reforçar os grandes ideais, quando somam energias com os sonhos, que alimentam a nossa trajetória. Ter desejos é querer possuir; é predispor-se a gozar; é entregar-se a uma força que mal conseguimos manipular. Tem características de satisfação egoísta, embora persistam espaços para o altruísmo. Talvez a sã psicologia tenha descrições melhores a oferecer.

O que aqui apresento reveste-se apenas de fenômenos observados pela razão, que chamamos de bom senso. Logo abaixo quero reconhecer que existem, sim, desejos construtivos. Mas comecemos pelos desejos que nos travam e nos introduzem na parca produção, diante dos grandes deveres, de que estamos revestidos.

Há desejos que nos puxam para baixo e nos colocam em posição de correr atrás dos falsos valores. Vejamos, por exemplo, o desejo sexual que pode nos atormentar, em busca de amores impossíveis e contrários à ética cristã. Mas não é só a sexualidade que pode nos colocar em estado improdutivo. Também o desejo irrefreável do dinheiro, a “cobiça dos olhos”.

O mesmo se diga, com mais ênfase, sobre o desejo de prestígio a todo custo, da fama (muitas vezes não merecida), da perseguição contra pessoas que atrapalham. Jesus advertiu: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 21).

Os desejos amorosos de um casal, em santa união, podem ser poderosas alavancas para a concretização de sua vida familiar. Tais sentimentos se tornam convergentes. Lembro-me aqui também dessas almas privilegiadas, que envidam todos os esforços nas obras sociais. Ou mesmo, daqueles que querem ocupar posições de realce na sociedade, para fazer o bem e melhorar as condições do povo. Mas de forma alguma posso esquecer aquelas almas mais sublimes, como São Paulo, que se aproximam de Deus e não dividem seus desejos com falsos ídolos. Tais pessoas são os “puros de coração” cujos desejos estão fixados no essencial.

Esse é o ajustamento que todos devemos procurar. Jesus previu isso: “Eu, uma vez levantado [na cruz], atrairei todos a mim” (Jo 12, 32).

 Dom Aloísio Roque Oppermann scj

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Obedecer primeiro a Deus

Padre Fabrício

É importante que a nossa participação na liturgia da Igreja não fique restrita apenas a um único dia. Quando o cristão vai participando da liturgia, a cada dia ele vai entendendo o desenrolar dos acontecimentos bíblicos.

Hoje, temos a sequência, na primeira leitura, do que aconteceu com os apóstolos após sua libertação da prisão. Eles foram ao Templo após terem sido libertos pelo anjo do Senhor, que lhes deu a seguinte ordem: “Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver” (cf. At 5,20).

A primeira característica de um apóstolo é ser um homem obediente. Os apóstolos obedeceram à ordem que o anjo lhes deu de pregar no Templo assim que saíssem da prisão.

A leitura de hoje é o que ocorre após este fato. Os apóstolos são novamente presos e conduzidos ao Sinédrio. Esta passagem mostra o Sumo Sacerdote como alguém que faz parte do partido dos saduceus. E isso é importante, pois os saduceus eram aqueles que não acreditavam na ressurreição dos mortos. Pedro, então, diante das ameaças daqueles homens, vai dar uma resposta que “bate de frente” com aquilo que os saduceus ensinavam:

“Naqueles dias, eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz” (At 5,27-30).

A grande surpresa é a resposta de Pedro, daquele que outrora negou Jesus por três vezes. Ele toma a frente diante das acusações dos saduceus e diz: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens”. E ele vai dar testemunho da ressurreição, porque Pedro sabia que isto era algo que incomodava àqueles homens.

Para um testemunho de defesa ser tido como válido era preciso duas testemunhas. E Pedro vai afirmar: “E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. (At 5,32)

Olha aí o testemunho válido de duas testemunhas! O próprio Espírito Santo vai apoiar, confirmar o testemunho dos apóstolos.

O caminho para a ação do Espírito Santo é a obediência. A crise do mundo não é uma “crise de obediência”, mas sim uma crise em saber escolher o que é a prioridade. Nós obedecemos os horários de trabalho, o pagamento daquilo que é devido e assim por diante, mas o problema é a nossa falta de capacidade em saber escolher aquilo que é prioritário em nossa vida.

O grande problema não é que não obedecemos, mas sim em querermos obedecer àquilo que nos convém. Existe atualmente um povo, um segmento, um grupo que quer nos proibir de obedecer a Deus por primeiro. Eles dizem: “Que besteira esta coisa de obedecer a Deus! Você tem que ser feliz fazendo a sua vontade”.

 
 

‘A primeira característica de um apóstolo é ser um homem obediente’
E o Evangelho de hoje nos diz que quem rejeita ao Filho não tem a vida eterna. Imagine você chegando aqui na Canção Nova, sendo muito bem-vindo e alguém, então, proíbe o seu filho de entrar com você? Você ficaria aqui se isso acontecesse? É evidente que não! Qual o pai ou a mãe que consegue ser simpático com alguém que não acolhe os seus filhos?

O mesmo se dá conosco muitas vezes, pois aceitamos os mandamentos de Deus “em parte”. Aceitamos Jesus pela metade. Dizemos: “Eu sou cristão, mas não aceito certas coisas que Jesus disse”. Isso é o mesmo que “serrar” o Filho pela metade!

A ira de Deus permanece sobre aquele que rejeita Seu Filho. Aceitar o Filho não é somente dizer “eu acredito em Jesus”, mas é receber o “pacote completo” e não ficar com somente aquilo que Jesus ensinou e que lhe convém! Não existe uma terceira coluna. “Eu acho que sou cristão” ou “Eu acho que não sou”. Isso só traz falta de paz e insegurança. Como você acha que o Pai se sente ao ver-nos rejeitando o Seu Filho?

Aceitar Jesus pela metade é o mesmo que rejeitá-Lo. Quantos de nós sofremos na vida, porque vamos aceitando tudo pela metade. Quantos estragam o próprio casamento, porque o aceitam somente pela metade. Não assumiram o matrimônio por completo com todas as suas alegrias e exigências.

Há muitas pessoas por aí que “faz-se de infeliz”, mas continua buscando a felicidade. A liturgia de hoje mostra o que a obediência é capaz de fazer na vida de um infeliz. É o Salmo de hoje: “Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido”. Você não quer ser ouvido por Deus? O grito, aqui, não é um sinal de histerismo, mas sim um pedido de socorro. Na “hora do aperto”, nós abrimos a boca e berramos mesmo. Este é o grito das nossas necessidades.

Olha que maravilha: este infeliz deixou de ser infeliz. E sabe por quê? Porque ele falou com Deus. Mas e quanto a nós? O que fazemos quando passamos por problemas? Muitos vão ao bar ou fofocar com a vizinha sobre as suas angústias, mas o infeliz que está neste Salmo decidiu-se por falar com Deus. Eu prefiro ser um infeliz que é ouvido por Deus do que um “feliz” que está aí de braços cruzados, sem ter quem o escute, pois está gritando para o lado errado. É feliz quem tem o seu refúgio em Deus! E o Senhor, aqui neste Salmo, liberta este infeliz de todas suas angústias. Quantos de nós temos e conhecemos pessoas com o coração atribulado. E o Salmo aqui diz que o Senhor está perto daquele que tem o coração atribulado.

‘Você tem de ser feliz fazendo a vontade de Deus’

Você conhece alguém que não tem alma? Porque o desanimado é aquele que não tem alma. Aqui do lado da nossa chácara [sede da Canção Nova] tem um cemitério. É ali que estão os desanimados. O desânimo é um ensaio para a morte. E Jesus não suporta alguém morto. Basta Ele se aproximar do morto que ele ressuscita.

Atenção desanimados! Aquele que rejeita o Filho não tem a vida eterna e a ira de Deus permanece sobre ele. E quando a ira de Deus permanece sobre alguém é impossível que esta pessoa seja feliz. A Palavra de Deus é um convite a nos animarmos em Deus. Buscamos a felicidade em tantas coisas e esquecemos que hoje Deus nos dá esta receita para a felicidade.

Corte de seu vocabulário a palavra “desânimo”. Tire de vez do seu linguajar os palavrões, as maldições, as palavras fúteis. Grite para Deus pois Ele ouve aos infelizes.

Precisamos hoje fazer esta experiência de colocar Deus em primeiro lugar, porque sempre teremos sofrimentos na vida, mas quando Ele permanece conosco, ao nosso lado, tudo se torna mais fácil e mais simples.
Jesus tem o poder de ressuscitar. E hoje Ele quer ressuscitar também aqueles que estão vivos, mas que vivem como mortos por causa do desânimo.

Transcrição e adaptação: Alexandre de Oliveira

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