A fé que espera contemplará milagres

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Deus está gestando seu milagre, mas tenha paciência
Estamos em um mundo que quer tudo pra ontem; aprendemos, nos acostumamos e muitas vezes nos acomodamos com a cultura “fast-food”, queremos tudo rápido, comida rápida, carro rápido, computador rápido, muitos por aí “namoro rápido” e hoje em dia a última novidade é o “fast-miracle” (milagre rápido), queremos receber logo o que pedimos. Mas se pensarmos um pouco mais vamos descobrir que nem sempre os milagres são instantâneos e que muitas vezes isso pode ser um bom sinal pra você.

Comecemos a pensar por exemplo no maravilhoso milagre da vida, no nascimento de um bebê, não basta que os pais o desejem muito, o amem e estejam saudáveis… é preciso aprender a ser amigo do tempo e esperar o tempo necessário para que o bebê esteja totalmente gestado, e só depois vem o nascimento. Existe um tempo certo para nascer e quando esse tempo é de alguma forma acelerado demais, ocorre infelizmente um aborto (espontâneo). Poderíamos ainda falar de vários exemplos semelhantes para ilustrar a importância do saber esperar o tempo certo como: o surgimento da vida na terra, a construção de um grande edifício ou uma catedral, quem sabe ainda a Encarnação (Primeira Vinda de Jesus) que São Paulo em Gálatas diz que existiu um tempo determinado (cf. Gl 4,4), ou mesmo um casamento que as chances de dar certo são diretamente proporcionais ao tempo e sobre tudo a qualidade do tempo que se teve “antes” do casamento, mas penso que o exemplo da gravidez, já é suficiente.

Já parou pra pensar que talvez a sua fé seja uma fé da cultura fast-food? E que talvez você ainda não recebeu o que está pedindo exatamente porque Deus não quer que você tenha um milagre abortado? Já pensou isso? Você quer viver na fé fast-food, na fé delivery (pediu chegou!), cuidado muitas vezes essa comida é cara e nem sempre é tão boa! Os bebês não chegam assim não é verdade ? Temos muito a aprender com a gestação.

Deus está gestando seu milagre, mas tenha paciência, quando chegar a hora certa o milagre vai nascerassim como na gestação, mesmo que você não veja diretamente o bebê, ele está ali e mesmo que demore longos nove (09) meses, não poucas vezes com tantos sofrimentos: Enjoo, inxaço, falta de ar, dores no corpo, etc, e o parto então? E se perguntarmos as mulheres; “Vale a pena o sacrifício?” “Sim!” Elas vão dizer, Jesus até disse: “Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo” (Jo 16, 21), por isso tenha certeza, tem a fé inquebrantável, Deus está gestando um milagre e quando ele chegar, você vai perceber porque precisou de todo aquele tempo, e que todo sofrimento da gestação passou, e se levou bastante tempo (aos seus olhos, porque nos olhos Deus tudo tem um tempo certo para acontecer), é porque o milagre era imenso, era grandioso, creia nisso: Deus está gestando milagres.

Deus abençõe

Liturgia – Domingo 15/01/2012

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Na liturgia deste domingo somos convidados a refletir sobre o Chamamento. Deus, ao longo da história da humanidade, chamou e chama de muitas maneiras: de forma direta, pelo próprio nome, como aconteceu com o jovem Samuel na primeira leitura ou de forma indireta, através de pessoas, como aconteceu com os discípulos que ao ouvirem da boca de João: “Eis o Cordeiro de Deus”, seguiram Jesus como nos relata o Evangelho do dia. Hoje Deus continua a chamar; e nós precisamos de ter tempo para O ouvir. Serve-se de muitos modos e quem sabe se nestas palavras que partilho hoje convosco não falará Ele também ao coração de cada um de vós?

Fonte: Seminário do Fundão

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Deus quer terminar Sua obra em nós

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A oração consiste em nos deixarmos nas mãos de Deus e permitir que Ele trabalhe em nossa vida. Mas não podemos deixar tudo nas mãos d’Ele e acreditar que, de braços cruzados, Ele fará tudo por nós. No Evangelho de hoje, veremos que, na época de Jesus, o templo era um lugar de peregrinações daquele povo que precisava ir, ao menos uma vez, visitar a morada de Deus. 

Jesus, então, sobe ao templo e começa a chorar olhando para a cidade. Cristo chora, porque tinha tudo para ser a grande morada, mas nós nos fechamos à graça de Deus e trancamos o coração por dentro. 

Nós estamos diante do Cristo Rei, no final do ano litúrgico. Isso me dá um sentimento de balanço, e começo a ficar com a sensação de que somos chamados a colocar, diante de nós, o que realmente construímos, a ver nossa vida, nossa experiência, santidade, bondade, misericórdia… O que fica de tudo isso? Vocês estão mais santos este ano do que no ano passado? Ou ao invés de santidade estão no caminho contrário?

Será que Deus está olhando para nós e nos pedindo para começarmos de novo, querendo esmerilhar a nossa vida, terminar a obra em nós? Um dos salmos que me toca demais é o que diz “não deixe inacabada a obra começada”. Para isso, primeiro o Senhor tem que nos desmontar; e isso dói, machuca, mas precisamos permitir que Deus trabalhe em nós. Por isso falo tanto de oração, porque ela nos faz crescer; enquanto que uma falsa oração nos paralisa, nos engessa.

Às vezes, meus irmãos, estamos com nossos crucifixos, lustrando-os tão preocupados, que Jesus passa e não O vemos. 

O Natal está chegando e eu aprendi que o Natal é Jesus. Então, monte seu presépio. Quando o fizer, coloque, debaixo da manjedoura, debaixo do Menino Jesus, um pedido de presente. E dê também um presente a Ele. Por favor, não peça um bem material, para isso Deus nos dá saúde para corrermos atrás e conquistar. Pense: o que você vai pedir ao Menino Jesus? Pense em algo que você queria muito, pense em algo para sua família. Confie em Deus, deixe nas mãos d’Ele e muito mais Ele fará.

Filho, e o que você vai dar a Jesus? Ele é merecedor. Ouro, incenso e mirra; e o que você vai dar a Ele? Cuidado para não prometer o que não pode cumprir. Dê a Ele cinco minutos diários de leitura da Bíblia, uma visita ao Santíssimo Sacramento. Prepare seu presente para Jesus. Ofereça a Ele uma obra de caridade por mês. Isso santifica, isso é oração.

Padre Reginaldo Manzotti 
 

A oração é a busca do coração que ama e deseja encontrar o Amado

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A meditação é a procura por Deus, uma busca pela intimidade com Ele. Precisamos saber compreender o porquê da nossa existência, e pela meditação que obtemos esse olhar contemplativo.

Muitas vezes, nossa impaciência nos impede de ouvir o que Deus quer nos dizer. A oração deve ser uma via de mão dupla, um diálogo e não um monólogo. É preciso saber conversar com o Senhor, mas também ouvir o que Ele tem a nos dizer.

A meditação precisa ser a resposta de Deus Pai aos problemas da nossa vida. Devemos abrir a nossa consciência, pois é ali que o nosso sagrado está e onde o Senhor deve nos falar.

Meditar é um exercício por meio do qual praticamos nossa vida de oração. É o momento em que nos colocamos diante de Deus para servi-Lo da melhor forma possível.

A oração mental é aquele momento que separamos para estar a sós com o Senhor. Mas, antes de mais nada, precisamos saber lidar com o silêncio, pois para muitas pessoas ele é assustador.

Mas nesse momento de silêncio, precisamos contemplar Jesus, o exemplo de orador. Por muitas vezes, Cristo deixava o convívio com os discípulos e subia as montanhas para viver Seu momento de contemplação por meio da oração e da meditação.

Na oração mental há um diálogo silencioso e um olhar amoroso. Assim como um casal que realmente está apaixonado, que, muitas vezes, expressa seus sentimentos por intermédio de um simples olhar doce e carinhoso.

Todos nós carregamos um vazio que não pode ser preenchido com nada, a não ser com a presença de Deus. Por isso, não podemos cair na tentação do inimigo de Deus, que tenta fazer parecer bom aos nossos olhos, o que, na verdade, é ruim.

Se nós estamos como um carro atolado no mesmo lugar é porque nossas orações não estão sendo suficientes. No máximo temos vivido algo mecânico, que fazemos por obrigação e não pelo prazer da presença de Deus em nossa vida.

A oração mental é a busca do coração que ama e deseja encontrar o Amado. 
Se formos capazes de exercitar essa intimidade com Deus, conseguiremos nos dedicar ao plano d’Ele para nós.

Independentemente da forma como fazemos nossa oração, ela deve ser um combate, não podemos tratá-la como palavras jogadas ao vento. Precisamos tratá-la como se fosse a última da nossa vida.

A distração pode ser o joio do inimigo sempre que começamos a rezar e o nosso pensamento vai longe, fazendo com que a oração fique fraca e vulnerável. Precisamos colocar em primeiro lugar a qualidade em nossa oração. É preciso retirar e evitar tudo que pode nos atrapalhar, e a imaginação é nossa maior inimiga.

Portanto, precisamos usar nossa imaginação em favor da nossa vida religiosa. Hoje precisamos assumir nossa vida de oração e saber dizer “Jesus, eu confio em Vós!”, pois a verdadeira oração é uma entrega total, só possível àquele que realmente confia e se abandona no seu Senhor.

 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza 
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Não existe caminho para Jesus Cristo sem oração

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Oração é força em todos os momentos, mas quem é de oração diária sabe que nem todo dia é fácil ter fé. Rezar é um diálogo amoroso [com Deus], mas também uma disciplina, uma questão de fé. No entanto, eu percebo que deixamos para rezar apenas nos momentos de desespero, de incertezas; e não entendemos os três pilares da oração: vida, Palavra e liturgia.

Hoje, vamos nos lembrar de que a intimidade com Deus é estar na presença d’Ele; a mesma intimidade que Moisés teve com o Senhor no Êxodo; a intimidade profunda de Jesus com o Pai. Assim Cristo viveu, morreu e ressuscitou.

Querido povo de Deus, lembremo-nos do que Nosso Senhor representou na vida dos apóstolos: um homem de profunda oração. Tanto que é chamado de “o novo Moisés”. 

Moisés foi um líder espiritual, passou por todo o processo de conversão, fez a experiência da sarça ardente. O maior trabalho do profeta não foi com o faraó, mas trabalhar a consciência dos anciãos, convencê-los e a todo povo de que poderiam ter uma vida diferente na Terra Prometida. Esse foi seu maior trabalho.

No livro do Êxodo, Moisés é chamado a subir o Monte Sinai e lá permanecer por 40 dias e 40 noites. Nesse tempo, o povo se perdeu, fez um bezerro de ouro. O povo tinha quebrado o pacto com Deus, traído Javé. Ao voltar, o profeta se depara com um povo traidor. Então, o Senhor lhes diz: “Jamais andarei entre vós”. Moisés diz: “Se é, pois, verdade que gozo de teu favor, faze-me conhecer teus caminhos, para que te conheça e assim goze de teu favor. Considera que esta nação é o teu povo”. Deus lhe responde: “Farei também isto que pediste, pois gozas de meu favor, e eu te conheço pelo nome” (Êxodo 33,13-17). 

Intimidade é entrega, é confiança, cumplicidade, parcimônia, é quando o sonho de um se mistura ao sonho de outro. Para mim, oração não é uma coisa estanque, mas intimidade, é viver dia e noite na presença de Deus. 

Ser íntimo de Deus é estar na presença d’Ele
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Jesus é o mestre da oração, razão pela qual os apóstolos Lhe pediram que os ensinasse a rezar. A base da oração está em Lucas: “Pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta” (Lucas 11,9-10). Por que você reza? Porque acredita, porque necessita do Senhor. 

Rezar sempre foi o apelo de Jesus feito para nós. Precisamos fazer um condicionamento espiritual, nos exercitar na oração. Se temos de exercitá-la, temos de aprender a rezar. Mas quais são as suas dificuldades na oração? Já me fiz essa pergunta. Geralmente, as respostas são: falta de tempo (desculpa esfarrapada!), distração, dificuldade de oração. 

Onde buscar conteúdo para a oração? 

1 – Na Palavra de Deus, a primeira mina d’água da oração. Se você não tem a Palavra, a oração não flui. 
2 – Na liturgia da Igreja. Uma pessoa que não tem uma vida de sacramento, raramente tem uma vida de oração.
3 – Nas virtudes de fé, esperança e caridade. Elas são conteúdos da nossa oração.
4 – A vida. Leve sua vida em oração para Jesus. Rezar é derramar sua vida para Ele, dizer-Lhe como ela está. Quando a vida entra na oração, pode ser que o que temos para mostrar ao Senhor não seja muito bom, seja pouco, mas é o que Deus quer de você. 

Muitas vezes, não progredimos na oração, porque achamos que ela é só para as horas de UTI. Mas não existe caminho para Jesus Cristo sem oração.

Quero lembrá-los de que Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. Mas como rezar? A Igreja nos ensina algumas maneiras:

“Ninguém fica na presença de Deus sem estar empregnado d’Ele”
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O primeiro tipo de oração é a vocal. É quando Deus fala ao ser humano por meio de Sua Palavra e por meio dela nos dirigimos a Ele. Uma das expressões da oração vocal é o Pai-nosso, mas a oração vocal não pode estar desligada do nosso desejo, porque, senão, torna-se uma oração mecânica.

Acredito que mesmo uma pessoa que entra numa igreja e fique distraído o tempo todo, Deus melhora a vida dela, porque ninguém consegue estar no sol sem se bronzear. Da mesma forma ninguém fica na presença de Deus sem estar empregnado d’Ele. Mas o contrário também acontece, pois se você ficar na presença do demônio, também ficará encardido. 

É importante lembrar-se de que a oração vocal é uma expressão de palavra e também uma oração direta com Deus. 

O segundo tipo de oração é a litúrgica. Ela tem de ser uma expressão exterior que nos acompanha e dá sentido às coisas, como ajoelhar-se, sentar-se no momento da leitura para ouvir a Palavra e levantar-se no Evangelho, estar de prontidão, atento. A oração tem de vir com sentimento e passar pelos nossos sentidos.

O canto na liturgia também é uma forma de oração. Santo Agostinho disse: “Quem canta reza duas vezes”. Toda oração é poderosa; sua força não está no poder da palavras, mas na fé, nas virtudes. 

Querido povo de Deus, temos de aceitar os momentos de “oásis”, mas a maior parte de nossa vida é feita no “deserto”. Se quisermos ficar apenas no oásis, não chegaremos à Terra Prometida.

Você tem pedido para Deus tirar sua tibieza, sua falta de fé? Nem toda hora é fácil ter fé, nem toda hora é fácil tomar a cruz. Mas caminhe pelo deserto para alcançar a Terra Prometida.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

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As Causas das Doenças Espirituais

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Sem perceber ou de maneira muito sutil, nós estamos absorvendo a “cultura de morte” destes nossos tempos cada vez mais sem Deus.

Já dizia o nosso saudoso papa João Paulo II:“Precisamos combater essa cultura de morte, ensinando ao nosso povo a cultua da Verdade”. Nesta “cultura” que prega o aborto, o adultério, os pecados capitais de forma engraçada e envolvente, assim estão nos enredando nos laços do maligno, com novelas, filmes, propagandas, por isso, precisamos abrir os olhos e o coração para ficarmos mais espertos. “Sede prudentes como as pombas e ágeis como as serpentes”. (cf Mateus 10,16) Os pecados capitais são doenças espirituais, que se alojam em nossa mentalidade, no nosso comportamento, atingindo a quem comete, mas também aos outros. “O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo”. (CIC A vida em Cristo, artigo 8; O Pecado).   Eles atigem gravemente a nossa alma, prejudicando também o corpo e as relações sociais, o pecado é uma doença perigosa, que mata de dentro para fora e em silencio. Ensina-nos a Igreja que “o pecado cria uma propensão ao pecado, gera o vicio pela repetição dos mesmos atos”, ai encontra-se um estagio de doença espiritual. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios, são o orgulho, avareza, a inveja, a ira, a luxuria, a gula e a preguiça. Diagnosticar é um excelente passo para libertar-se deles, todos nós temos um pouco de cada um deles, não se escandalize. Agora vamos avaliar o que são e como agem em nós.

Orgulho: sentimento de dignidade pessoal, brio, altivez, amor próprio demasiado, soberba, que por sua vez é orgulho excessivo, arrogância, aquele que se julga elevado, acima dos outros. O orgulho tem principio positivo, pois nos da capacidade e o sentimento de preservação pessoal, dignidade, mas quando se torna desequilibrado, é capaz de subjugar os outros, passar por cima, ser sempre superior, humilhar, gera a auto-suficiência e vai ficando cada vez mais serio.

Avareza: é apego sórdido ao dinheiro. Sórdido quer dizer que vem de sordidez, estado de imundície, coisa ou pessoa suja, nojenta, repugnante, infâmia, torpeza. A pessoa avarenta se deixa escravizar e dominar pelo dinheiro ou pelos meios que levam a ele faz qualquer coisa. Ela é escrava do dinheiro e daí pode-se imaginar onde chega essa pessoa, a corrupção é um dos sintomas mais conhecidos.

Inveja: é um vicio capital que designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo incontrolado de sua apropriação, mesmo indevida, não suporta ver a alegria e o sucesso dos outros. A pessoa invejosa é capaz de roubar ou desejar o mal quando dominado por essa doença. Da inveja nasce o ódio, a maledicência, a calunia, a alegria causada pela desgraça do próximo. Enfim, inveja é arma predileta do demônio.

Ira ou raiva: é um desejo da alma em primeiro lugar contra todo o mal e o pecado, para dele se proteger, mas a ira descontrolada é um desejo de vingança, que é contrario a virtude da justiça. O ódio voluntário é contrario a caridade, quando o homem quer deliberadamente o mau do outro, e chega a cometê-lo prejudicando ou pior, quando chega através da ira a ferir e até matar o seu semelhante, isso é um pecado mortal.

Luxuria ou impureza: é um desejo desordenado, desequilibrado ou um gozo desregrado do prazer venéreo, ou seja, do prazer sexual, que por si é uma coisa boa, a nossa sexualidade é um dom de Deus e foi nos dada para nossa felicidade. A luxuria se caracteriza quando o prazer sexual é normalmente desordenado, quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de união dos esposos que se amam, e da procriação, filhos que são o cume do prazer sexual, o objetivo do prazer sexual é o amor, que pensa sempre em primeiro lugar realizar o outro. Portanto, a luxuria leva ao pecado da impureza sexual, da fornicação, da pornografia, da prostituição. A pessoa fica escrava do sexo e por ele pode se vender.

Gula: Excesso na comida e na bebida, apego excessivo ao prazer da boca e do estomago, de maneira descontrolada, perdendo o senso da refeição, lugar de encontro e de experimentar o que se come. Quem controla a boca, consegue controlar o resto do corpo, dizia os santos antigos, este pecado da gula está ligado ao pecado sexual. A pessoa gulosa está escrava da comida, vive para comer e não come para viver.

Preguiça ou tibieza: Aversão ao trabalho, indolência, alguém insensível, apático, hesitação ou negligência em responder aos apelos naturais, ao amor de Deus, recusa entregar-se ao dinamismo da caridade. A pessoa preguiçosa fica quase imprestável, a tibieza ou preguiça espiritual chaga a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. Nossa como temos pessoas doentes em nossa sociedade, pois decidiram “matar” a Deus.

Como ficar longe de tudo isso? Lembre-se nós somos templos do Espírito Santo desde de nosso batismo, Ele é o dinamismo de Deus e a saúde de nossa alma, por isso, nos convém consultar sempre esse médico, que nos anima e nos protege com os seus dons e virtudes destas doenças espirituais. Veja: “O fruto do Espírito, porem, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também nossa conduta”. (cf Gálatas 5,22-25). O segredo é a vida espiritual, intimidade com Deus!

Rezemos: Pai Santo e cheio de misericórdia, que conhece os nossos corações e nossas fraquezas, dai-nos uma porção dobrada do Teu Espírito, para fortalecer a nossa alma em busca das virtudes e da santidade, e não nos deixes ser vencidos pelo pecado, mas nos rendamos ao vosso amor, que tudo perdoa. Amém

Minha benção fraterna.

Pe. Luizinho, Com Cancao Nova.
twitter.compadreluizinho

CIC é Catecismo da Igreja Católica

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O Ano da Fé

 

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No dia 11 de outubro de 011, pela Carta Apostólica “Porta fidei”, o Papa Bento XVI proclamou um novo Ano da Fé, que será de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, Solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II.

O último Ano da Fé, proclamado por um papa foi em 1967, quando, após o Concílio Vaticano II, o Pontífice Paulo VI o proclamou e o encerrou com a sua “Profissão de Fé”, o “Credo do Povo de Deus”, afim  de dissipar os erros de doutrina que se propagavam após o Concílio Vaticano II. Também para que houvesse, em toda a Igreja, “uma autêntica e sincera profissão da mesma fé”. Certamente, Bento XVI quer hoje também coibir os erros de doutrina que se espalham na Igreja. 

O Papa Bento XVI começa dizendo que “não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf.Mt 5,13-16). “Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna” (Jo 6,27). O Santo Padre lembra que na data de 11 de outubro de 2012 completam-se vinte anos da publicação do “Catecismo da Igreja Católica”. Ele ressalta que convocou um Sínodo dos Bispos para o mês de outubro de 2012, tendo por tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.  

Bento XVI fala efusivamente da importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX. Nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”. Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: “Se o lermos e recebermos, guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja”. Essas palavras do Papa fazem calar aqueles que se opõem ao Concílio.

O Ano da Fé, diz o Papa, é um “convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” (cf. At4,12). Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias”. O Papa quer que, neste Ano da Fé, tanto as comunidades religiosas como as paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, “façam publicamente profissão do Credo”. Ele quer que cada crente “confesse a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança”. 

O Papa lembra que a profissão de fé não pode ser apenas algo privado, no silêncio dos lares e da Igreja, mas pública: “Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso público. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé, precisamente por que é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No Dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar, sem temor, a própria fé a toda gente”. Assim, o Papa pede uma ação clara contra o laicismo anticatólico agressivo que quer confinar a fé nas casas e nas igrejas.

Fortemente, o Papa Bento XVI chama a atenção para o uso do “Catecismo da Igreja” no Ano da Fé. “Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. o Beato João Paulo II escrevia: “Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (…). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial”. “O Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de fato, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. 

Desde a Sagrada Escritura aos padres da Igreja, desde os mestres de teologia aos santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé. O Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração”.
E continua o Papa: “No ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural”.

Por fim, o Papa pede que, ao longo deste ano, mantenhamos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, “autor e consumador da fé” (Heb 12,2); pois “o justo vive pela fé” (Hab 2,3; Rm 1, 17; Gal 3. 11; Hb 10,38) e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6).

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

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Eu Sou Feliz e Você?

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As surpresas de Deus em nossas vidas acontecem a todo momento, por isso devemos estar atentos aos sinais. A vontade d’Ele, muitas vezes, pode não ir ao encontro do que buscamos, mas é inútil lutar contra os desígnios de Deus. É uma batalha perdida, porque Ele sabe o que é melhor para nós.

Deus nos marca de formas distintas. Geralmente, em nosso encontro pessoal com Ele, somos tocados por uma Palavra, e essa passagem deve ser direção na nossa vida, pois não nos foi dada por acaso.

Felizes são aqueles que esperam, pois esperam no Senhor. Mas nós só vamos experimentar o poder dessas palavras se, realmente, optarmos por Jesus hoje. É necessário que renunciemos e abdiquemos de nossas vontades pela vontade d’Ele.

A nossa meta deve ser a eternidade, pois a real felicidade está lá, na intimidade que recebemos quando escolhemos por Ele. Nós encontramos o amor fecundo e verdadeiro do Pai que, em alguns casos, perdemos durante a nossa vida.

Aquele que fez sua experiência com Jesus e encontrou o amor d’Ele, deseja a vinda gloriosa de Cristo e não teme a morte, pois sabe que é apenas a porta para a eternidade. Assim como São Francisco, que chama a morte de irmã, via nela a possibilidade de ter seu encontro definitivo com o Senhor.

Infelizmente, a morte também traz a saudade. Como diz o poeta, só sentimos saudade do que é bom. Na última semana, eu perdi minha avó; ela era devota de Nossa Senhora de Fátima e foi responsável por boa parte da minha formação mariana. Só há uma coisa que gostaria de ter dito a ela antes que partisse, que hoje eu sou realmente feliz, porque estou nos braços de Deus.

É o amor de Deus que precisa estar nos nossos corações, para que sejamos capazes de transmiti-lo para nossos filhos e capacitá-los para serem bons cristão. Se as coisas já estão difíceis hoje, imaginem daqui algumas décadas.

O amor de Deus que precisa estar nos nossos corações

Você não pode ter medo de impor limites ao seu filho. É preciso saber dizer “não” a ele, porque é através desse “não” que seu filho dirá “sim” a Deus no futuro. Precisamos testemunhar a graça do Senhor na nossa vida; não podemos deixar que elas passem em branco sem tocar a vida de outra pessoa.

Como está sua vida hoje com Jesus? Talvez precisemos trilhar em busca de uma cura, de um coração puro. Só aquele que consegue um coração curado é capaz de contemplar Deus em Sua plenitude.

No Antigo Testamento, o cordeiro era usado para remissão dos pecados através do sacrifício, mas quando Deus falou com Abraão, seu pedido era que o sacrificado fosse seu filho Isaac. Então, quando o menino o questiou sobre qual seria o sacrifício, Abraão simplesmente olhou para o céu e disse: “Deus proverá”.

Devemos pedir a fé de Abraão, pois ele foi fiel a Deus até o último momento de sua missão, e foi recompensado com a graça do Senhor. Sejamos capazes de ser obedientes e amáveis para aceitarmos a vontade d’Ele em nossas vidas.

Abra seu coração hoje para Jesus e volte para o convívio d’Ele. Peça perdão por todos seus erros, receba Jesus Eucarístico através do Seu sangue derramado no madeiro. Abra-se à verdadeira felicidade, aquela que só é encontrada n’Aquele que nos amou primeiro.

 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza 

 

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Márcio Todeschini 

Missionário e músico da Comunidade Canção Nova

Consagra-te! Informações Completas

 

II Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria

 

 

“Apareceu no céu um Grande Sinal: uma Mulher Vestida de Sol, a lua debaixo dos Seus Pés, e na Cabeça, uma coroa de Doze Estrelas. (…) Foi então precipitado o grande Dragão, a Primitiva Serpente, chamado Demônio ou Satanás, o sedutor do mundo inteiro.” (Ap 12, 1; 9) “Quem é Essa que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível como um exército em ordem de batalha?” (Ct 6, 10).

“Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. Se fizerdes o que vos digo, muitos almas se salvarão e terão paz. (…) Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará.”(Nossa Mãe Santíssima em Fátima, 1917)

“Por Maria Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.” (São Luis Maria Montfort)

Em 2010, tivemos nossa I Campanha Nacional de Consagrações à Nossa Mãe Santíssima. Mais de 100 pessoas participaram, e fizeram a Consagração Total à Virgem Maria, pelo método que São Luis Maria Montfort nos ensina no seu maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.

Este foi o livro de cabeceira de nosso querido Bem-Aventurado João Paulo II, que sob o lema “Totus Tuus” (“Todo Teu”, Todo de Maria…), tão bem viveu e testemunhou esta Consagração!

Agora, neste ano de 2011, em que providencialmente o Bem-Aventurado João Paulo II foi elevado à Gloria dos Altares, tendo sido Beatificado pelo Santo Padre Bento XVI, teremos uma Campanha muito maior, que está sendo divulgada em vários de nossos sites e blogs católicos!

Queremos neste ano, de forma especial, nos unir também aos católicos de Portugal, país tão amado pela Virgem Maria, que em sua aparição em Fátima prometeu: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé.”

A abertura da nossa II Campanha Nacional de Consagrações se deu no dia 26 de Junho, no encontro “Consagra-te” em Várzea Grande-MT (ao lado de Cuiabá). Havia mais de 1000 pessoas presentes, e o evento contou com a pregação do Pe. Paulo Ricardo.

Para os que ainda não tiveram a graça de assistir, as 3 palestras do evento estão disponíveis AQUI!

Convidamos, então, todos os católicos a se unirem conosco nesta Campanha, fazendo também a sua Consagração Total pelo método de São Luis Montfort, ou renovando a Sua Consagração, no dia 08 de Dezembro de 2011 (Solenidade da Imaculada Conceição).

A preparação e a Consagração poderão ser feitas em qualquer lugar, já que é um ato interior e espiritual.

São Luis Montfort recomenda que se faça 30 dias de preparação, com algumas orações simples, que poderão ser feitas individualmente ou em grupo, a começar então no dia 08 de Novembro de 2011 (elas são indicadas no próprio “Tratado” (n. 227, 233), e estaremos indicando via internet também (são 30 dias, se contarmos as 3 semanas de São Luis Montfort como “6 dias”, mas 33 dias se contarmos como “7 dias”; aqui seguiremos o planejamento dos 30 dias, pois muitos estarão se preparando conforme o livro de preparação editado pela Arca de Maria que segue o método dos 30 dias).

Duas recomendações importantes:

Primeira Recomendação

De forma geral, recomendamos que NÃO se Consagre, e NEM MESMO que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do “Tratado”, pois como poderá preparar-se bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem? Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feita em outro momento mais adiante, após a leitura do livro. Provavelmente organizaremos outras Campanhas para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma individual, em uma data a livre escolha da pessoa.

Para quem ainda não tem o “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, ele poderá ser adquirido através dos links abaixo em versão PDF ou em versão impressa; os que desejarem, poderão também baixar as orações para os 30 dias de preparação (08 de Novembro a 08 de Dezembro).

Segunda Recomendação

Recomendamos que aqueles que puderem, participem de um grupo de preparação para a Consagração, que se reúna para estudar o “Tratado” e rezar juntos.

Este grupo poderá ser formado espontaneamente, por iniciativa de pessoas que desejam se consagrar, ou pessoas que já se consagraram e desejam ajudar a preparar outras para se consagrar (é importante a participação dos que já se consagraram no grupo, pelo seu testemunho a ser partilhado).

Temos, porém, representantes que estão à frente da nossa Campanha em várias cidades do Brasil e Portugal, e poderão ir formando Grupos de preparação à medida que forem procuradas para isso. Temos também o nosso grupo de estudos via internet, através de Facebook, Orkut e Chats no MSN (vide abaixo). Os que desejarem, convidamos a entrar em contato com nossos representantes nos e-mails que divulgamos a seguir, ao final desta postagem.

Também no mês de Outubro de 2011 o Pe. Paulo Ricardo estará, em seu programa semanal ao vivo no site padrepauloricardo.org, todas as terças-feiras às 21h (horário de Brasília), explicando o Tratado parte por parte.

Em relação à formação dos grupos, algumas sugestões:

- É importante que participem deste grupo somente pessoas que já tenham uma fé católica e uma busca de vivência cristã, caso contrário, o grupo poderá se tornar um local de debate, se afastar do seu objetivo atrapalhando as pessoas que querem se Consagrar (é claro que o diálogo é importante, mas há outros locais para isso).

Aqui não importa o número, e sim, aqueles que a Virgem enviar. Três pessoas já é um grupo!

- O estudo do Tratado deverá encerrar-se até a primeira semana de Novembro, pois no dia 08 iniciaremos as orações de preparação.

- A frequência dos encontros do grupo poderá ser feita conforme a disponibilidade: semanal ou quinzenal. Como o nosso tempo é relativamente curto, sugerimos que durante o mês de Setembro, reúnam-se as pessoas para os grupos, para que na primeira semana de Outubro iniciem-se os encontros semanais, até a primeira semana de Novembro (totalizando, portanto, 5 encontros) para no dia 08 de Novembro iniciarmos as orações de preparação.

- O local da reunião poderá ser em residências ou, na medida do possível, em paróquias, seminários, casas religiosas…

- O encontro poderá iniciar com a Oração do Santo Terço, seguida de um estudo de um ou dois capítulos do Tratado.

- Conforme o tempo disponível e o número de encontros, pode-se dividir para que em cada encontro se estude um ou dois capítulos do Tratado (o Tratado tem 8 capítulos, mais a Introdução). Se forem 5 encontros, sugerimos que no 1º se faça uma apresentação dos participantes e do Tratado, e nos demais o estudo de 2 capítulos do Tratado em cada encontro.

- Para cada encontro, todos lêem antes do encontro o(s) capítulo(s) estudado(s), e em cada encontro algumas pessoas do grupo podem ficar responsáveis em conduzir uma partilha, comentando sobre os pontos que mais lhe chamaram atenção, e oportunizando que todos do grupo comentem também. O fato de pessoas diferentes ficarem responsáveis pela condução propicia mais a participação envolvimento de todos.

- Muita atenção ao dia que se estudar o capítulo 4, pois a questão do oferecimento dos méritos e do valor de todas as obras passadas, presentes e futuras, que se faz na Consagração, faz parte da essência da mesma e isso precisa ser deixado muito claro  (ver as questões 1, 2, 3 e 4 do texto “13 perguntas sobre a Consagração Total”, presente na parte de baixo desta postagem).

- Recomenda-se que todos assistam as 3 palestras do Pe. Paulo Ricardo “Consagra-te à Virgem Maria”, que trazemos no início desta postagem. Havendo possibilidade, poderão assistir em grupo.

- No dia 08 de Dezembro de 2011, a Consagração poderá ser feita em grupo (seja participando da Santa Missa em Cuiabá-MT celebrada pelo Pe. Paulo Ricardo, ou reunindo-se em outro lugar, com Missa – de preferência! – ou não).

Importante

Os que desejarem participar da nossa Campanha, fazendo a sua Consagração Total ou renovando, presencialmente ou não, deverão enviar seus nomes para o seguinte e-mail:consagrate@hotmail.com, indicando:

  • - Nome completo
  • - Local onde mora
  • - Se está se Consagrando ou renovando a Consagração
  • - Se deseja ou não se consagrar presencialmente em Cuiabá-MT na Santa Missa celebrada pelo Pe. Paulo Ricardo (o prazo para enviar os nomes para se Consagrar presencialmente é 20 de Novembro de 2011, sem possibilidade de protelação, pois precisamos preparar o local).

As dúvidas de todos poderão ser respondidas também por este e-mail: consagrate@hotmail.com

Pedimos que esta postagem seja divulgada nos diversos sites e blogs católicos, bem como listas de e-mails, Twitter, Facebook, Orkut, e assim por diante… para formarmos uma grande rede de Consagração à Santíssima Virgem!

Blog de referência: http://www.consagrate.com

13 perguntas comuns à respeito da Consagração Total

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1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?

A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração total, da pessoa inteira, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”

E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?

Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:

- Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu..

- Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório

- Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intensão em particular. Por esta consagração, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for melhor.

Por exemplo: por esta consagração à Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu! A explicação deste ponto encontra-se nos números 121125 do Tratado.

2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?

Não necessariamente, se em outra forma de Consagração a pessoa se consagra com a consciëncia e a intensão de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração não explicite isso.

O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 30 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.

3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?

São Luís responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que não!

Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe são mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida… Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?

Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!

Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganhar cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.

Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.

Alguns sugerem que Deus e Sua Mãe usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.

Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.

4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?

Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).

O que eu não poderei mais é oferecer o valor das minhas obras por uma intensão particular (ex: fazer um jejum por uma determinada intensão), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, já foi oferecido a Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.

Já fazer pedidos, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.

Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso não prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intensão particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).

5. Em que sentido se dá a “escravidão” à Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo…

É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual. Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38) Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de Escravo”.

São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia apenas escravo. A diferença é que o servo não depende totalmente do seu senhor, o escravo depende! A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama! Por esta consagração total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.

E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!

As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139143.

6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?

Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.

Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente interior.

E que as práticas exteriores (oração do Rosário, do Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 30 dias de oração antes da Consagração, etc) são recomendáveis, mas não são moralmente obrigatórias para um consagrado (pois não se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), nem são necessárias para que a consagração seja válida.

Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de Consagração, não criou a Consagração, nem é um rito que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.

O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.

7. A Consagração implica em voto de celibato?

Não. São Luis deixa claro que a Consagração é um ato interior, e não menciona o celibato quando fala dos práticas exteriores recomendáveis.

A consagração do corpo, que a Consagração implica enquanto entrega total da pessoa, pode ser vivida pela virtude da castidade no estado de vida de cada um: os casados vivendo a sexualidade de acordo com o projeto de Deus, os não-casados vivendo na continência, os celibatários entregando-se inteiramente a Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima no seu celibato (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2356).

8. Sou muito pecador! Isso é motivo para não fazer a Consagração?

Não, senão ninguém se consagraria!

É exatamente o contrário: a Consagração Total nos ajuda a sermos santos!

O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitência e apostolado.

O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão…

9. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?

Não há evidencias disso no “Tratado”, mas o costume é que seja em uma data mariana.

10. Como são estes 30 dias de preparação?

São orações simples, mas como uma intensão profunda, que São Luis propõe que se faça durante 30 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):

A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do “Tratado”, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):
- 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”.
- 1ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”.
- 2ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço.
- 3ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”.

11. No dia da Consagração, o que se faz?

Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a confissão no próprio dia, se possível), se escreve a fórmula da consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a consagração interior.

Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitência (n. 231-232).

12. Não li o “Tratado” ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 30 dias de preparação, mesmo assim?

A nível geral, recomendamos que não se Consagre, e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem?
Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.

Provavelmente organizaremos outros “arrastões” para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa.

Assim, recomendamos que iniciem os 30 dias de preparação aqueles que completarem a leitura do Tratado.

13. Falhei em algum exercício prático nos 30 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?

Recomendamos, a nível geral, que não desista, e faça consagração!

Pois como dissemos, ela é um ato interior, não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.

Por isso, recomendamos que não se desista por algumas falhas nesse sentido.

No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.

 

Aprenda a Esperar em Deus

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A Palavra de Deus vem em auxílio de nossas fraquezas, vem nos educar na fé, nós que já somos da Igreja, que temos uma vida cristã, mas que enfrentamos problemas e lutas como todas as pessoas. 

Já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que se vê; como pode alguém esperar o que já vê? Mas se esperamos o que não vemos, é porque estamos aguardando mediante a perseverança (Rm 8, 24-25). 

Nesta manhã, somos convidados pela Palavra para entender um grande mistério na vida do cristão: o mistério daquele que não é atendido em sua oração. Eu quero falar com você que espera, sem lhe falar que você vai ser atendido. Não tem como se esperar aquilo que se enxerga. A nossa esperança é a esperança de que não vê o que se espera. 

A esposa que espera a conversão do marido, reza há tanto tempo e não consegue enxergar o que virá; da mesma forma, aquela mãe que reza tanto para o filho e não consegue enxergar a mudança. Eu quero falar exatamente sobre isso: o tempo da espera. Falar do tempo da conquista é muito bom, mas quero falar sobre o tempo da espera. 

Muitos de nós cristãos abandonamos a fé no tempo da espera. Com certeza, todos nós já fomos a um consultório médico e ficamos na sala de espera, para depois ser atendidos pelo médico, mas muitos cristãos não sabem passar pela “sala de espera” da vida. 

O que você tem esperado hoje? Talvez seja sua conversão, a volta do seu marido, ou a libertação do seu vício… É preciso esperar com confiança. A escola de santidade acontece no tempo da espera. Quem não sabe esperar, não celebra a chegada [da graça alcançada]! 

Hoje nós aprendemos a não esperar na fila, usamos a internet para não perder tempo e não nos exercitamos no esperar. Quantas pessoas passam por problemas de dívidas financeiras, tentam dar um jeitinho e estas só crescem. Isso porque muitos não aprenderam a esperar no Senhor. Há muitos cristãos que não souberam passar pela “sala da espera” da vida e ficam trocando de Igreja. 

Quando não esperamos muito, não damos valor quando o algo esperado chega. É necessário esperar, mas precisamos aprender a fazer isso; não é fácil ver os anos passando quando não enxergamos a conversão dos nossos ou a pessoa amada chegar. 

A espera a que eu estou me referindo, não é uma esperança acomodada, de ficar de braços cruzados, eu falo da espera ativa. E para essa espera, Deus nos dá um instrumento. “Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rm 8, 26). 

O “Instrumento” para essa espera é o Espírito Santo de Deus, que vem sobre a nossa fraqueza de não sabermos esperar, de não sabermos rezar nesse tempo [da espera]. 

 

“Quem não sabe esperar, não celebra a chegada”, afirma Pe. Fabrício

 

No tempo da espera, quando precisaríamos estar cheios de esperança, o que chega até nós é o desespero. E com isso não conseguimos rezar, quando mais deveríamos rogar ao Pai. Há muita gente que quando está envolvida pelo desespero só consegue pedir ao Senhor para morrer, pois vê na morte a solução para os problemas. Infelizmente, nesses momentos de dor, pedimos coisas erradas ao Senhor, por isso Ele não nos atende. Muitas pessoas ficam com raiva de Deus, porque Ele não as atendeu. Sendo que elas que fizeram o pedido errado. Precisamos aprender o que pedir, a Palavra nos ensina como rezar nesse tempo difícil de aguardar o tempo do Senhor. Muitas pessoas não sabem aguardar com esperança. 

Quando nós pedimos no desespero, nós pedimos a partir da nossa vontade, aquilo que achamos que é melhor e mais rápido; dessa forma, invertemos a oração do Pai-nosso, em vez de rezarmos: “Seja feita a Sua [do Senhor] vontade”, rezamos: “Seja feita a minha vontade, aqui na terra e no céu também”. 

O Espírito Santo foi dado a nós, porque na hora do desespero não sabemos pedir e Ele intercede ao Pai por nós. Muitas vezes, não somos atendidos porque não sabemos orar, e Deus não atende a prece feita a partir da nossa vontade. 

O segredo está na comunhão com a vontade de Deus, e a teremos por intermédio do Espírito Santo, que ora ao Pai por nós em gemidos inefáveis. O assunto principal de nossas orações é dizer a Deus qual é a “nossa” vontade. 90% de nossas súplicas é dizendo ao Senhor o que nós queremos e 10% é dando umas dormidinhas, e depois ficamos com raiva porque o Senhor não nos atendeu. Um Deus que manda não queremos, mas sim um Deus que obedeça; na hora do desespero desejamos isto: que Deus seja nosso empregado! 

Quem não sabe rezar cria uma expectativa quanto a Deus, como se pudesse fazer um “script” para que o Senhor fosse fazendo todas as suas vontades. Muitos são marcados com a decepção porque criaram expectativas e não foram atendidos; e depois dizem que Deus não faz nada na vida deles, somente na vida dos outros. Acham que o Senhor tem de fazer as vontades deles. 

Não sabem passar pela “sala da espera”. O cristão que não sabe rezar e reza sobre suas expectativas, acha que Deus só pode dizer “sim”, age como um pré-adolescente na fé. Esquece-se de que: “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 27). 

  

“A nossa esperança é a esperança de que não vê o que se espera”, recorda o sacerdote

 

Você já parou para pensar que talvez não esteja pedindo o que Deus quer e que tenha de entrar na “sala da espera”? É preciso aguardar com esperança, entendendo que enquanto estamos nessa “sala”, estamos esperando por Aquele que examina os corações. É esperteza do cristão confiar seus pedidos ao Espírito, porque a comunicação entre Ele e Deus é perfeita. O cristão que não aprende a rezar no tempo da espera, fica ranzinza, não consegue acreditar nem nos milagres realizados na vida do outro. 

Nós precisamos resgatar a capacidade de esperar, assim com a Virgem Maria, que esperou, que aguardou, que soube juntar a sua vontade com a vontade do Pai. Não somos chamados a nos juntar ao grupo que corre atrás de Jesus apenas por causa das curas. 

Nos planos de Deus existe um tempo de espera para cada um de nós, não há ninguém que não tenha de um dia esperar. E se isso faz parte da realidade da nossa vida é melhor entrarmos na escola da espera. Só não podemos dispensar a ajuda do Espírito. 

Como você tem rezado? Pedindo algo que é da sua vontade ou o que é da vontade do Pai? 

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Transcrição e adaptação: Regiane Calixto 
Fonte: www.cancaonova.com
 
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