Tarde TE amei
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“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!”
Trago para você um trecho das Confissões de Santo Agostinho. O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.
Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te fizeste meu auxilio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terrena e evidente para todo o ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto. Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem estava como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.
Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudaras em ti como alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”.
E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2,5), que é Deus acima de tudo, bendito entre os séculos (Rm 9,5). Ele me chamava e dizia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à minha carne, pois o verbo se fez carne (Jo 1,14), para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste.
Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. E ai te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existisse em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.
Dos livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 7,10. 18; 10,27: CSEL 33,157-163.255) (Séc. V).
Ó luz e verdade do meu coração, que as trevas em mim não gritem mais alto!
Errei, mas voltei, lembrei-me de vós.
Eis que volto à fonte, cansado e sedento.
Não sou eu minha vida, pois por mim vivi mal; mas em vós eu renasço.
Errei, mas voltei, lembrei-me de vós.
Eis que volto à fonte, cansado e sedento.
A vida de santa Mônica e de santo Agostinho é uma grande prova do amor de Deus e de que“Tudo pode ser mudado pela oração”. Por isso, devemos nos unir a infinita misericórdia de Nosso Senhor e interceder pelos nossos familiares, esposas pelos maridos e filhos, pais, pelos filhos e tudo que concerne a nossa vida.
Oração: Tarde te Amei!
Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, Tarde vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco! Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós. Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez! Brilhastes cintilantes, e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: Respirei-o suspirando por Vós. Tocastes-me e ardi no desejo de Vossa paz! Só na grandeza de Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. Daí-me o que me ordenais, e ordenai-me o que quiserdes.Renovai ó Deus, na vossa Igreja aquele espírito com o qual cumulaste o bispo Santo Agostinho para que, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira sabedoria, e só a vós busquemos, autor do amor eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
Santo Agostinho rogai por nós!
Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova.
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MENSAGEM DO DIA
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Seja fiel ao que Deus lhe pede
Nós trazemos a graça da ressurreição para nossas famílias quando fazemos a vontade de Deus, por mais difícil que seja. Foi o que aconteceu comigo. Pela vocação, tive de “deixar” minha casa e o Senhor mudou tudo na minha família. Ele foi fiel!
As vocações são diferentes: uns saem para seguir o chamado de Deus. Outros ficam para realizar a missão que Deus lhes confia. Minha vocação foi sair de casa para enfrentar o seminário e hoje ser padre. Mas, se a sua vocação é ficar na sua casa como pai e como mãe de família você precisa realizá-la e bem. Saiba: a ressurreição virá à sua casa e as coisas serão transformadas, como aconteceu na minha casa. Deus Pai cuidou e cuida da minha família. O Senhor nos fez importantes um para o outro, por sermos irmãos. Feliz é aquela família na qual Deus está e se faz presente.
Eu coloquei o pouco que eu tinha nas mãos de Deus e Ele o multiplicou. Ele devolveu o cêntuplo a mim e a minha família. Pelos meus irmãos e irmãs, pelo meu pai e minha mãe eu só posso dar graças a Deus. Ele ainda me deu uma família tão vasta como as areias da praia do mar: toda a Canção Nova e uma multidão de pessoas que me têm como pai. O Senhor cumpre Suas promessas. Agradeço por aquilo que Ele fez a partir do meu “sim”.
Seja fiel ao que o Senhor lhe pede; com certeza, Ele também será fiel a você.
O céu é o prêmio para todos os que seguem corajosamente a própria vocação. Este é o prêmio definitivo. O Senhor, porém, não espera que cheguemos lá para receber a recompensa. Pelo contrário, Ele mesmo nos promete o cêntuplo ainda nesta vida.
(Trecho do livro “Vocação: um desafio de amor” de monsenhor Jonas Abib)
Monsenhor Jonas Abib
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Apresente suas misérias e dificuldades a Jesus
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Abra o coração com o melhor de todos os amigos e o melhor Companheiro de caminhada sobre o que você está vivendo, sem nada reter: vá até o Santíssimo Sacramento e derrame sua alma diante d’Ele.
Aproveite a companhia de Jesus e fale com Ele sobre seus traumas, medos, confusões, ideias equivocadas e experiências negativas que você já teve. Não há ninguém melhor do que o Senhor para abrirmos o coração, porque Ele é o único que nos entende perfeitamente, até quando não sabemos nos expressar nem dar explicações.
Apresente a Nosso Senhor Jesus Cristo sua afetividade, suas inseguranças, suas tristezas profundas, seus complexos, suas frustrações, suas revoltas interiores… Quanto mais íntimo do Ressuscitado você se tornar, tanto mais você conseguirá falar das coisas mais profundas do seu coração, com a clara certeza que Ele nos ama, não nos julga nem nos condena.
Abandone-se hoje em Jesus, como uma criança que se abandona nos braços da mãe, sem reservas.
Jesus, eu confio em Vós!
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MENSAGEM DO DIA
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Um exército de profetas!
Somos tomados pelo medo quando deparamos com a missão para a qual o Senhor nos designa, seja em nossa própria cidade, seja em nossa paróquia, seja em nosso bairro. Mas pelo poder do Espírito Santo venceremos nossos medos. Formamos um exército de consagrados, de profetas e precisamos vencer qualquer tipo de medo. Viveremos na segurança, na fortaleza, no vigor do Espírito Santo de Deus.
“Estendendo sua mão, o Senhor tocou minha boca e disse: ‘Eis, eu ponho minhas palavras na tua boca’”. (Jr 1,9)
O desejo do Senhor é atingir as nações. Somos um grande corpo profético. Somos muitos irmãos espalhados em todas as partes da terra. Não pense que você está lutando sozinho no seu grupo, na sua comunidade, na sua cidade. Somos um grande corpo profético, e o Senhor nos confere a autoridade para tal missão:
“Vê, hoje te confiro autoridade sobre as nações e sobre os reinos, para arrancar e derrubar, para arruinar e demolir, para construir e plantar” (Jr 1,10).
O Senhor nos confere essa autoridade sobre as nações e reinos: para arrancar, derrubar, arruinar e depois plantar e construir o novo, como afirma a passagem bíblica acima. Por isso não podemos ficar parados num círculo fechado, rodeados de problemas, chateados, revoltados, desanimados… O Senhor é superior a tudo isso.
(Trecho do livro “Vocação: um desafio de amor” de monsenhor Jonas Abib)
Monsenhor Jonas Abib
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Consciência: a voz de Deus
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A ruína do homem vicioso é se tornar insensível
O Antigo Testamento deixa claro o conceito de consciência. Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus eles se esconderam “longe da face do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (cf. Gn 3,8). A consciência deles os alertou sobre algo errado que eles haviam cometido. Lemos no Livro de Samuel que “Davi sentiu remorsos de consciência e disse a Deus: ‘pequei gravemente com o que fiz; mas agora, ó Senhor, perdoai, vos rogo, a culpa de vosso servo, porque procedi muito nesciamente’” (2 Sm 24,10).
No Novo Testamento encontramos o termo “consciência” 15 vezes. A Carta aos Hebreus, por exemplo, aconselha a que nos aproximemos de Jesus, Sumo-sacerdote “com intenção sincera, cheios de fé, com o coração purificado da má consciência” (cf. Hb 10,22). São Paulo, na Carta a Tito, asseverou: “Para os puros tudo é puro; para os corruptos e para os incrédulos nada é puro, porque a sua inteligência e sua consciência estão contaminadas” (Tito 1,15).
Grandes teólogos definiram a consciência como a “voz de Deus”. Isso é profundamente bíblico, porque a consciência é “teônoma”. Ela transmite a lei divina e concomitantemente oferece condições para se julgar um ato realizado ou por realizar da parte do ser racional com todo o discernimento. Diz Paulo aos Coríntios: “Minha consciência, é verdade, de nada me acusa, mas nem por isso estou justificado; quem me julga é o Senhor” (1 Cor 4,4). Sempre que este apóstolo se refere à consciência, realmente, ele menciona Deus (cf. 2 Cor 4,2) ou o testemunho do Espírito Santo (cf. Rm 9,1). Este texto do apóstolo dos gentios é também elucidativo: “Pois bem, esta é a nossa ufania: o testemunho da nossa consciência, de que temos procedido no mundo, e de modo particular para convosco, com a simplicidade e sinceridade que vêm de Deus, não com a sabedoria humana, mas com a graça divina” (2 Cor 1,12).
Que Deus ilumina a consciência e nos fala por meio da consciência é certo, pois o Altíssimo sonda os rins e os corações (cf. Jr 11, 20;17,10). Davi suplica: “Cesse a maldade dos iníquos, e amparai o justo, vós, Deus, justo, que perscrutais o coração e as entranhas” (Sl 7,10). Diz ainda o salmista ao se dirigir ao Onisciente Senhor: “Vós examinais o meu caminhar e as minhas paradas e todo o meu proceder vos é familiar.[...] Por trás e pela frente, vós me envolveis, e me fechais na vossa mão” (Sl 139, 3..5). Eis por que o remorso da consciência é consequência da não aceitação dos recados divinos. Entretanto, a última ruína do homem vicioso é a de se tornar insensível ao remorso. Santo Agostinho advertia: “A tudo podes fugir, ó homem, salvo da tua consciência. Se os pecados te roem a alma, não encontrarás no teu interior recanto algum em que te possas refugiar”. Isso porque houve uma ruptura entre o ser contingente e o Ser Supremo, um rompimento da aliança e harmonia que devem existir entre a vontade submissa à razão e esta ao Espírito que ilumina.
Feliz aquele que pode então repetir com Jó: “Em consciência, não tenho que me arrepender dos meus dias” (Jó 27,6).
Por mais interiorizada que seja a consciência, ela tende, com efeito, a avaliar o mistério de Deus através do conhecimento que tem da Sua vontade expressa na Lei. O que vale, naturalmente, para o batizado é deste modo a pureza de intenção, ou seja, o esforço contínuo, sincero, sem dubiedades de se sujeitar aos desígnios de Deus, que lhe fala, persistentemente, por meio de sua consciência. É o Espírito infundido nos corações que assim torna livre o cristão, uma vez que este se liberta da escravidão do pecado, do mundo, das veleidades terrenas. Trata-se do julgamento reflexo e autônomo que flui lá do íntimo do coração sintonizado com seu Senhor. São Paulo aconselhava a Timóteo a ter um coração puro, boa consciência e fé sincera (cf. 1 Tm 1,5).
E asseverava aos romanos: “Tribulações e angústias sobrevêm à alma de todo o homem que praticar o mal” (Rm 2, 9). Podia garantir que “a glória do homem virtuoso é o bom testemunho de sua consciência” (2 Cor 1). Não existe, realmente, nada mais precioso do que a boa consciência, que é o aplauso de Deus lá dentro de cada um. Os franceses têm um ditado maravilhoso sobre o assunto: “O melhor travesseiro é a boa consciência”.
Para concluir nada melhor as palavras do sábio Cardeal Newman: “Consciência é a voz de Deus no coração do homem”.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
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MENSAGEM DO DIA
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A felicidade em servir a Deus
Saiba: não existe maior felicidade do que servir a Deus. Aí está a nossa realização. Não é difícil: basta contar às pessoas aquilo que o Todo-poderoso fez em sua vida. Não pense que falando de si você está se exaltando. Pelo contrário, você está exaltando ao Senhor, está mostrando a obra que Ele realizou em sua vida.
Nenhuma fruta nasce se antes a flor não for fecundada. Os insetos, as abelhas, levam o pólen em suas asas ou em suas patinhas, o qual fecunda a flor. Não existe fruto sem a fecundação.
Certa vez, um plantador de maçã me contou que no meio das macieiras ele colocava muitas caixas de abelhas para que elas fizessem a polinização. Ele me dizia que se não houvesse abelhas a produção seria de apenas 20%, mas com as abelhas a produção subia para 80%, 90% e até 100%. É uma grande diferença!
É exatamente assim que Deus faz. Como o agricultor usa as abelhas para fecundar as flores da macieira, assim o Senhor nos usa para fecundar a vida dos nossos irmãos a partir daquilo que Ele fez em nossas vidas. Não faremos nada capaz de mudar a vida das pessoas. Apenas seremos como abelhas: fecundaremos outros com aquilo que o Altíssimo já fez em cada um de nós. Uma vez que Ele atingiu a sua vida, ao testemunhar com simplicidade, você as estará fecundando com a salvação que chegou até você. A transformação da vida que atingiu você atingirá também os outros.
(Trecho do livro “Vocação: um desafio de amor” de monsenhor Jonas Abib)
Monsenhor Jonas Abib
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Condições da Fé
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A maioria de nós possui uma fé oportunista. Quando a vida nos aperta e nós cansamos de nos debater em busca de soluções, clamamos por ajuda. E essa ajuda sempre vem, porque o poder de Deus é infinito.
Mas os Seus anjos só podem chegar até nós, quando encontram em nosso interior a receptividade da confiança, da humildade, da entrega… Nesse momento, quando chega esse auxílio, conseguimos vislumbrar o caminho e saímos daquela dificuldade, daquele impasse. E lentamente vamos nos esquecendo daquela fé tão forte que nos moveu, daquele desejo tão ardente de estar com Deus e de agir conforme a Sua vontade, quando a dor passa nós esquecemos. E vamos, novamente, mergulhando no nosso sono da indiferença, até que surja um novo obstáculo e nós sejamos mais uma vez confrontados com nossa própria pequenez.
No entanto, amados, a nossa grandeza está em, todos os dias, encontrar essa força interior, deixar que essa chama de fé e de esperança arda em nosso peito. A fé verdadeira transforma a vida, transforma o jeito de sentir, de pensar e de agir. E quando um ser consegue manifestar a sua fé em todos os seus atos, em todas as suas palavras, ele se torna um com Deus. E é essa unicidade que nós devemos buscar, trazendo para o nosso cotidiano os atos de fé, de coragem, de confiança em Deus.
Padre Marcelo Rossi – 12/08/2010
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Certeza de Deus
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Escolher seguir a Cristo é uma decisão pessoal que brota no coração daqueles que O encontram nas coisas mais singelas e inesperadas da vida.
Muitas vezes buscamos o extraordinário, o surreal, o fantástico para ter a certeza de que Deus existe e que somente através de algo grandioso e de magnitude inquestionável O sentiremos em nossas vidas.
Mas a verdade é que JESUS está muito mais perto de nós e gosta das coisas muito mais simples do que podemos imaginar. ELE tem sim o poder de fazer o impossível, o extraordinário e o surreal, mas se alegra extremamente quando simplesmente nos entregamos em Suas mãos por amor, confiança, respeito, fé.
Não posso negar que já tive sim meus pensamentos voltados para ter uma experiência fenomenal com o Senhor. Cultivei essa ansiedade até que o indescritível aconteceu comigo de forma tão simples, tão humilde, porém tão grandiosa e profunda.
Hoje busco a cada dia, viver somente a vontade do Meu Deus, que me encanta e surpreende a todo instante, com uma delicadeza e carinho tão sinceros que nenhuma outra pessoa poderia me oferecer.
Eu te louvo Senhor Jesus, por todo o Seu Amor, Sua Bondade, Sua Fidelidade e Carinho para comigo e toda a minha família.
Muito Obrigada!
Raquel
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As armas contra as tentações do inimigo
Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido, louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.
Se olharmos Colossenses 2,15, Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino. E a experiência de muitos é esta: “Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?”
Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranqüila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus Cristo. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Tanto mais eu “subo a montanha”, tanto mais descubro que as dificuldades são grandes. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até mesmo os santos o foram.
Não estranhe se, vocês que seguem a Jesus, começam a sentir mais problemas, mais ataques. Isso não é motivo de nos levar a uma crise. Não temos motivo para temer o inimigo, pois ele já foi derrotado. O demônio é que tem de ter medo de você, de mim. A razão é simples. Porque nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino. Ele tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva, tem ódio por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. Ela faz tudo para nos enganar, para que possamos voltar desencorajados, desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.
Mas tem uma coisa, uma técnica que ele usa frequentemente para nos atacar. É o desânimo, o desencorajamento. Ele também usa essa “carta do baralho” com os santos. O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de ir em frente.
Vamos olhar para padre Pio de Pietrelcina. Quando um analista do Vaticano disse que ele era um psicopata, este santo entrou numa crise tremenda. Ele olhou para os estigmas dele e se questionou se tudo era falso. Madre Teresa de Calcutá, no seu leito de morte, também viveu uma grande crise ao sentir o amor de Deus longe dela. O bispo teve de enviar um exorcista até ela e convencê-la de que aquele sentimento de não amor não vinha de Deus.
É muito normal que também nós vivamos esses momentos de crise. Seguir Jesus num momento de entusiasmo é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento, isso sim é difícil. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansiedade, tristeza. É nosso papel lutar contra essas táticas que ele usa para nos desanimar. A tática que ele também usa é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.
O maligno diz que por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são relacionadas ao sexo, ao sentimento de raiva, ódio. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Eu posso tentar vencer esse mal pelo poder que vem do Alto, do Espírito Santo. O inimigo faz de tudo para que eu saia do caminho da vontade do Senhor. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo que elas Lhe pertenciam. A tentação do inimigo a Jesus era muito atraente. O Pai dizia para Jesus ir para a cruz e o inimigo pedia para ele desobedecer ao Pai e ter aquelas cidades. Mas Cristo diz: “Afasta-te de mim, satanás. Eu adoro somente ao Pai”.
Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas não precisamos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante da Eucaristia, porque ela é sinal de humildade, enquanto o maligno luta para ter poder. Uma outra arma forte contra o inimigo é o sacramento da confissão. Este sacramento é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.
O maligno tem medo da Santíssima Virgem Maria. Numa de minhas orações de exorcismo, quando eu falei o nome de Maria, uma mulher possuída disse, numa língua em latim, a qual ela não conhecia, por meio do inimigo: “Não mencione este nome!”. Ele disse que tem muito medo da humildade de Nossa Senhora. Temos de guardá-la como nossa Mãe.
Momentos de desânimo podem acontecer em nossas vidas. Quando isso acontecer se agarre a Maria. Não tenha medo do inimigo. Não desanimem com as ondas revoltas do mar, porque a vitória é nossa! Uma vez que Jesus derrotou o inimigo, com Jesus, nós também o derrotaremos.
Extraído do site: Últimas e Derradeiras Graças – http://www.derradeirasgracas.com/ -
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